A Feira de Artesanato Internacional Art&Craft começou ontem em Londrina com 69 expositores de 15 países, além de artesãos locais e de outros estados. O evento vai até o dia 9 no Centro de Eventos. A expectativa é receber cerca de 30 mil pessoas e gerar R$ 300 mil em negócios. Esta é a 5ª edição do evento no Paraná e a primeira na cidade.
Em dez dias de feira, o visitante poderá conferir produtos como joias, tapetes, roupas, calçados, objetos decorativos do Paquistão, Dubai, Turquia, Japão, Ghana, Indonésia, Índia, África do Sul, Tailândia, Filipinas, Peru, Zimbabue, Equador, Bolívia e Nigéria. Os produtos têm preços que variam desde R$ 10, uma pequena lembrança, até R$ 6 mil para um tapete indiano. Também estão à venda nos estandes produtos alimentícios, como doces árabes e regionais, como os famosos doces mineiros.
Visitam a exposição não só pessoas físicas, mas também pessoas jurídicas em busca de fazer negócios. Segundo Elaine Cristina Cardoso, organizadora do evento, a feira já oportunizou negociações entre lojistas e expositores, já que na ocasião, os artesãos fazem preços diferenciados. "É notório que, ao final do evento, os lojistas estejam com produtos apresentados na feira. (O evento) Acaba sendo um veículo de escoamento de artesanato." A entrada é gratuita para arquitetos, lojistas e decoradores.
O mercado brasileiro também é atrativo para os artesãos internacionais. Mishkat Mughal, que veio de Mumbai, na Índia, não revela quanto fatura com venda de artesanato no Brasil, mas declara que abastece cerca de 120 lojas espalhadas pelo País com joias, tapetes, roupas e sapatos de Mumbai e Paquistão. Diz também que mantém os negócios com o mercado brasileiro em sua cidade em segredo, já que considera um mercado muito bom e que, por enquanto, seus colegas ainda desconhecem. Para feiras, ele afirma fazer preços mais baixos para seus produtos.
É a primeira vez que Tahir Hussain Ghazi, da Índia, pisa em solo brasileiro para comercializar seus produtos. "É um novo mercado", diz Ghazi, que já vende seus tapetes e outros produtos para países como França e Itália. Axel Mulia, das Ilhas de Bali, na Indonésia, há dois anos participa da feira em Curitiba com objetos decorativos feitos com produtos naturais. Como se trata de uma cidade nova, ele espera faturar R$ 15 mil neste evento.
Os custos para vir ao Brasil chegam a mais de R$ 60 mil aos artesãos, sem contar os impostos pagos pelos produtos que serão comercializados. O processo burocrático também é longo, afirma Elaine – chega a seis meses. Axel conta que gastou R$ 60 mil com contêineres para trazer seus produtos ao País, mais R$ 4 mil com passagens aéreas. Porém, vai ficar mais dois meses no País, visitando e vendendo em outros eventos e cidades.


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- Expectativa é realizar feira anualmente

- Londrinenses apreciam os produtos

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