A Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) retomou, ontem, a Feira da Oportunidade, no saguão de guichês do Terminal Rodoviário. No local, sempre aos domingos, das 11 às 18 horas, reúnem-se artesãos e pequenos empreendedores da cidade que necessitam de espaço para expor seus produtos.
A primeira edição do ano começou com 16 participantes que fabricam tapetes e bolsas, objetos em marchetaria (arte em madeira) e vidro, chocolates caseiros, alimentos desidratados, bijuterias, roupas infantis, utilidades domésticas e livros. ''Queremos ajudar o pequeno empreendedor a gerar renda e empregos'', explicou Adriana Torres que é a coordenadora do projeto e assistente do Departamento de Turismo da Codel.
A Feira da Oportunidade começou em março de 2003 e encerrou o ano com a edição especial de Natal, no Armazém da Moda, que movimentou cerca de R$ 22 mil. Ao todo, foram seis feiras itinerantes que passaram também pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Colégio Marista. De acordo com Adriana, a intenção da Codel é ampliar a divulgação desse espaço e inseri-lo, por exemplo, em eventos científicos que atraem pessoas de várias partes do Brasil e até do exterior. Outro plano é oferecer aos participantes treinamento de gestão empresarial, como qualidade no atendimento, marketing, tabela de preços, relações humanas, etc.
Alice Almeida da Silva aderiu ao projeto desde o início. Ela e a filha confeccionam tapetes, bolsas e almofadas de retalhos que também são vendidos de porta em porta pela cidade. Atualmente, o dinheiro obtido com a venda desses produtos é, praticamente, a única fonte de renda da família. ''Meu marido é doente e nem sempre pode trabalhar'', explicou Alice que há 22 anos aprendeu a técnica. A cada domingo, elas arrecadam entre R$ 70,00 e R$ 180,00 e, graças ao bom movimento registrado em 2003, elas alugaram um salão comercial no mesmo bairro onde moram. ''Meu sonho é ter a minha própria loja'', confessou a artesã.
A ex-cozinheira Rosimary de Oliveira Campos da Encarnação também está satisfeita com o resultado da Feira da Oportunidade. Na prática, ontem foi sua primeira participação, porque em 2003 ela esteve apenas na edição de Natal. ''Antigamente, vendia meus produtos por consignação em algumas lojas e também de porta em porta'', explicou Rosimary que decora objetos com biscuit há 4 anos e meio. Com o dinheiro do seu trabalho ela ajuda o marido a pagar as contas de água, luz, telefone e outras despesas. Apesar do tempo dispendido nesse ofício, ela não se arrepende da mudança de profissão. ''Hoje em dia, estou mais feliz porque não tenho patrão. Trabalho enquanto cuido da casa e ainda recebo por fazer algo que gosto''.
Quem quiser expor na Feira da Oportunidade deve procurar o Departamento de Turismo da Codel (Avenida Tiradentes, 501 Edifício Twin Towers) munido de documentos pessoais e uma amostra do que produz. ''A marca desse projeto é a qualidade dos produtos'', resumiu Adriana. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (43) 3357-2300, em horário comercial.

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