Curitiba - O polo cerâmico de Campo Largo iniciou ontem a 23ª edição da Feira Nacional da Louça que acontece até 15 de setembro no Ginásio da Rondinha. O evento funciona como uma ‘’vitrine’’ do setor e aproxima os consumidores dos fabricantes, além de ajudar a prospectar novos negócios. Neste ano, as principais inovações são nos desenhos utilizados nos pratos com a utilização de imagens como borboletas e motivos florais.
A previsão dos organizadores é receber um público estimado em 50 mil visitantes entre moradores do Estado e turistas. Segundo o presidente do Sindilouça-PR, José Canisso, uma das novidades que o consumidor ainda não absorveu é o prato quadrado. ‘’Este tipo de produto é procurado apenas pelo público mais jovem’’, contou.
De acordo com ele, na feira é possível encontrar produtos até 50% mais baratos que em lojas de varejo. Canisso contou que no local há pratos vendidos a R$ 6,50 a unidade. Junto com a Feira da Louça acontece também a 14ª Feira de Decoração, Artesanato e Produtos para o Lar.
No total são 40 expositores que oferecem produtos como jogos de jantar e café de porcelanas, itens de cerâmica, além de peças de decoração. A feira também disponibiliza peças de reposição e opções de louças na linha gourmet e hoteleira.
A cadeia produtiva da louça gera 14 mil empregos diretos e indiretos através das 35 empresas que formam o polo cerâmico de Campo Largo. As indústrias fabricam 90% das porcelanas brancas de mesa do País. O setor responde por mais de 50% da arrecadação de ICMS do município, consome 51% da energia distribuída pela Cocel, a distribuidora de Campo Largo, e queima mais de 120 mil m³ de gás natural por dia.
A produção anual estimada do setor chega a 110 milhões de peças e, deste total, 25% a 40% são exportados para Europa, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Caribe, México e Mercosul.

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