Curitiba - Quem for a Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, nos próximos dias poderá visitar a 22 edição da Feira Nacional da Louça, que começou ontem e vai até 16 de setembro. São 40 expositores que trazem várias novidades das indústrias de porcelana, cerâmica, pisos e revestimentos para apresentar ao público. A mostra é considerada uma vitrine do setor. A ideia é trazer peças como jogos de jantar e café a preços de fábrica.
Neste ano, entre as novidades estão pratos quadrados e retangulares. Há também muitas estampas florais. Mas, o presidente do Sindilouça-PR, José Canisso, disse que muitos visitantes que vão à feira ainda procuram peças tradicionais, parecidas com aquilo que as mães e avós têm em casa. ''O objetivo da mostra é aproximar as indústrias do consumidor e divulgar o trabalho. Ele não tinha uma estimativa de faturamento previsto com a feira, mas disse que são esperadas de 65 mil a 70 mil pessoas.
A mostra traz peças de reposição para os consumidores que querem completar algum jogo de café ou jantar que já tenha, por exemplo. Há também a ponta de estoque de produtos avulsos com descontos de até 50%. Junto à mostra de louça também acontece a 13 Feira de Decoração, Artesanato e Produtos para o Lar.
Desempenho
O presidente do Sindilouça-PR disse que hoje o setor está praticamente estacionado devido ao mercado que não tem comprado muito e a grande concorrência com os produtos chineses que, segundo ele, têm apresentado problemas de contaminação com chumbo. ''A indústria não está demitindo, mas também não está admitindo'', disse. ''Se em 2012, as vendas ficarem estáveis já é um bom negócio'', destacou.
A cotação do dólar também trouxe reflexo para o setor que tem exportação cada vez menor. Hoje, do total produzido pelas indústrias paranaenses, apenas 15% é exportado. Ele contou que, por exemplo, a Argentina praticamente cortou as importações do Brasil porque exige 120 dias para liberar a autorização prévia para a entrada de produtos brasileiros no país.
Segundo ele, as soluções que o Brasil tem encontrado para o setor são ganhar custo no processo de queima das peças reduzindo o tempo nos fornos e diminuir o consumo de energia elétrica. As indústrias também pretendem pleitear junto ao governo federal que o produto importado passe pelas mesmas exigências de qualidade que o nacional.
A cadeia produtiva da louça hoje gera 14 mil empregos diretos e indiretos nas 35 empresas do polo cerâmico de Campo Largo. O setor é responsável por mais de 50% da arrecadação de ICMS do município, consome 51% da energia distribuída pela Cocel (companhia distribuidora do município) e queima cerca de 100 mil metros cúbicos de gás natural por dia.
Campo Largo é líder nacional em produção do setor, as indústrias instaladas fabricam 90% das porcelanas brancas de mesa nacional, 83% das porcelanas da América Latina, 40% das cerâmicas de mesa nacional, 40% das cerâmicas para eletromecânica e ainda 14 milhões de metros quadrados de pisos e revestimentos ao ano.
A produção anual estimada do segmento chega a 150 milhões de peças. As exportações são realizadas principalmente para Europa, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, México e mercosul.

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