As expectativas quanto ao reconhecimento do Paraná pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre da peste suína clássica (PSC) e da febre aftosa sem vacinação marcaram a cerimônia de abertura da 55ª ExpoLondrina, ontem à tarde, no Parque de Exposições Ney Braga. Nem o governador Beto Richa, nem qualquer representante de peso do governo federal prestigiaram a solenidade. Nenhuma novidade em benefício ao produtor rural foi anunciada. Apesar da crise, organizadores se mostraram otimistas quanto aos resultados da feira.
"Provavelmente na feira de 2017 teremos o prazer de comemorar a declaração do Paraná como área livre de aftosa sem vacinação", discursou o secretário da Agricultura do Estado, Norberto Ortigara. Ele disse que está se reunindo com as sociedades rurais e a indústria da carne e é bem provável que a vacinação contra a aftosa do próximo mês seja a última no Estado. "Queremos ser área livre sem vacinação para que a nossa carne bovina chegue a grandes mercados como o japonês e o americano. E também a parte da Europa que não aceita importar carne sem essa chancela", declarou.

Imagem ilustrativa da imagem Feira começa em clima de otimismo, apesar da crise
| Foto: Ricardo Chicarelli


Em maio, os pecuaristas têm de vacinar os animais jovens, com até 24 meses. Ortigara pediu empenho dos pecuaristas. "É importante que ninguém relaxe neste momento", afirmou. Segundo ele, em agosto, deve ser feita a primeira auditoria pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Após um ano sem vacina, devem ser feitos exames de sorologia em animais e uma série de relatórios para a OIE. "Temos um passo a passo a cumprir", disse.
Ao suspender a vacinação, o Estado terá de reforçar a segurança sanitária. "Estamos reforçando as estruturas de vigilância nas divisas", disse ele complementando que o governo vai contratar mais 69 fiscais em maio. A declaração da OIE é esperada para o início de 2017.
Quanto à peste suína clássica, o superintendente Federal de Agricultura no Paraná, Gil Bueno de Magalhães disse que a expectativa é de que a declaração saia até o final do próximo ano. Ele considera que as certificações são um dos principais desafios para o agronegócio. "Não podemos ficar fora da OIE sob pena de perdermos negócios", declarou.

Subvenção

A reportagem questionou o superintendente a respeito do atraso no repasse da subvenção para o seguro rural por parte do governo federal. Ele afirmou que não poderia responder à pergunta porque o assunto envolve, além do Mapa, o Ministério do Planejamento.
Já o secretário Ortigara garantiu que a parte do governo do Paraná na subvenção está sendo cumprida, apesar da situação financeira do Estado. "Estamos colocando recursos. O Paraná está cumprindo voluntariamente com sua participação. Liberamos R$ 7,5 milhões neste ano", declarou. Ele explicou que a participação do Estado no seguro representa metade da parte que a União não cobre. "Se a União paga 50%, nós pagamos 25% e o agricultor outros 25%."

FEIRA

A 55ª ExpoLondrina vai até o dia 19 de abril. São 2.400 expositores, cerca de 10 mil animais de mais de 30 raças. A expectativa da Sociedade Rural do Paraná (SRP) é que o evento receba 500 mil visitantes. No ano passado, o faturamento da feira foi de R$ 424 milhões. E os organizadores têm esperança de manter o mesmo valor, apesar do agravamento da situação econômica do País.

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