Feira apresenta opção de negócios a partir de R$ 6 mil
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
Fábio Galiotto <br> <br> Reportagem Local 
Empresários e microempreendedores puderam conhecer ontem as novidades do mercado de sorvetes em Londrina, com opções de abrir a própria empresa a partir de R$ 6 mil. A 5 Feira Industrial de Produtos para Sorvete do Paraná (Fipspar), na Aruanã Eventos, reuniu 17 fornecedores de equipamentos e insumos do Estado, de São Paulo e do Rio Grande do Sul.
O organizador do evento, Josué Vieira da Silva, estima que o público ultrapassaria 700 pessoas. Os expositores apresentaram máquinas e formas de sorvetes, por exemplo, que barateiam o custo de produção de sorvetes, bem como produtos como o frozen yogurt e o açaí expresso, que aumentam as opções para o público consumidor. Ele afirma que a exposição permite que estreantes no setor consigam informações sobre o ramo apenas em um lugar e que empresários possam negociar melhores opções de financiamento de equipamentos.
Como opção para entrar no mercado, o diretor comercial da Ataforma, César Tonheiro, diz que um microempresário pode começar a produzir picolés para venda no bairro onde mora, com investimento inicial de R$ 6 mil. No ramo de formas desde 1984, ele cita como equipamentos necessários máquinas pequenas de produção de picolé, formas, freezer e insumos, como palitos e mistura para preparo. De acordo com o que o empreendedor pretender, pode precisar de um carrinho para venda em rua ou de um freezer com expositor.
Para quem conta com mais poder de investimento, o empresário afirma que é possível montar uma sorveteria média com R$ 40 mil. O valor inclui equipamentos para produzir picolé e sorvete, bater milkshakes, um freezer com e outro sem expositor, além de custos com instalações. O gerente comercial da Polo Sul, Cleber de Souza, acredita que uma sorveteria em um bom ponto comercial traga retorno financeiro em duas temporadas de vendas. Ele explica que, como a venda cai no período mais frio do ano, são precisos dois bons períodos de vendas de seis meses cada. ''O investimento é médio, mas o retorno é rápido'', conta Souza, representante da empresa de São Carlos (SP).
Bons negócios
A Fipspar proporcionou ontem chance aos empresários de conseguir prazos melhores de pagamento do que em negociação direta com os fabricantes. O comerciante e fabricante Claudemir Silva, de 48 anos, de Grandes Rios, fechou a compra de uma máquina para envasar sorvetes. Ao negociar o equipamento com Souza, da Polo Sul, ele conseguiu um parcelamento maior. Silva comprou uma máquina que envasa três baldes de 12 litros de uma vez, para substituir a que tem, que preenche um recipiente por vez e que já tem oito anos. ''Facilita para mim porque vou economizar tempo e energia elétrica'', diz, para depois prever o retorno do investimento em dois anos.
Por outro lado, os representantes da Rio Novo Embalagens, Rafael Archangelo Maia e Josiane Martins, dizem que a participação em férias é importante também para os expositores. ''Temos contato direto com consumidores, o que não acontece na fábrica'', diz Maia.
Crédito facilitado
O caixa executivo Joaquim Francisco Cunha, do Banco do Brasil, também marcou presença no local para apresentar uma modalidade de financiamento aberta para o pequeno produtor no início deste ano. O Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) oferece créditos com juros abaixo até do que oferece o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). Para autônomos ou profissionais sem comprovação de renda, existe a possibilidade de conseguir até R$ 2 mil, com juros de 0,64% ao mês, ou 8% ao ano. Pessoas físicas conseguem até R$ 15 mil, que podem ser usados para capital de giro ou compra de equipamentos, e linhas formatadas de acordo com as regras de financiamento do banco. Ambos têm de ser pagos em 12 parcelas.



