Feijão tem alta de 51% em um mês
A saca do feijão carioca extra subiu 51,32% em um mês. Cotado a R$ 115,00 ontem, o produto valia R$ 76,00 no início de novembro. Há um ano, o feijão custava R$ 51,00, indicando alta de 125,5% em 12 meses. No Paraná, o produtor recebeu, ontem, o preço médio de R$ 87,70 pela saca. Em algumas regiões, a cotação chegou a R$ 110,00.
Segundo Marcelo Eduardo Luders, diretor da Correpar Corretora de Mercadorias, em Curitiba, a alta resulta de quebra na safra em algumas regiões produtoras. As geadas no período do plantio, o excesso de chuvas no Sul e a seca no Nordeste prejudicaram o desenvolvimento das lavouras e reduziram a produtividade. ''A alta já era esperada'', disse, lembrando que as condições climáticas desfavoráveis foram causadas pelo previsto fenômeno El NiÀo.
Apesar da valorização de mais de 50% em um mês, o analista informou que os preços estão próximos da média histórica. Sexta-feira a saca estava valendo U$ 31,46, enquanto a cotação histórica, em dólares, é U$ 32,16. Ele explicou que em uma situação de escassez como a atual, o preço deveria girar em torno de U$ 50. ''A cotação só não atingiu esse nível porque o dólar está muito valorizado'', analisou.
A perspectiva é de manutenção dos preços pelo menos até o final de dezembro, apesar da entrada da safra na região de Castro em 20 dias. ''Os preços são estimulantes em real. O agricultor deve plantar bem a safrinha'', aconselhou.
De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), a colheita da safra de feijão atingiu 13% da área do Paraná, mas as chuvas estão atrapalhando os trabalhos. A colheita está mais adiantada no Norte e Noroeste do Estado. Em Jacarezinho, foram colhidas 80% das lavouras; em Londrina, o índice é de 90%; Maringá colheu 58% da área e, Umuarama, 80%.





