Feijão e mandioca em cenários distintos
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Reportagem Local 
Além da soja e milho, outras culturas também prometem boa movimentação e produtividade na safra 2016/17. A colheita do feijão primeira safra já iniciou e segue ritmo intenso entre janeiro e fevereiro. O volume colhido deve aumentar 18%, passando de 293,8 mil toneladas para 348 mil toneladas na safra atual. Desse total, 57% da produção corresponde a lavouras com feijão preto e 43%, feijão de cor.
De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, o momento é de feijão novo no mercado, de boa qualidade, e quem apostou no plantio do preto terá uma rentabilidade maior, ao contrário do que ocorreu ao longo de 2016. O feijão preto é comercializado atualmente a R$ 193 a saca e o de cor, R$ 153. Em agosto, a situação era bem mais animadora: o feijão de cor foi vendido a R$ 376, e o preto, R$ 210,00.
Já a produção de fumo no Estado aponta para um crescimento 25% maior, de 148 mil toneladas na safra passada pra 153,6 mil toneladas em 2017. Outra cultura que promete recuperação é a cana-de-açúcar, cuja produção deve ser 7% maior, passando de 47,6 milhões de toneladas para 51 milhões de toneladas. A safra anterior sofreu com um período de seca que influenciou na produtividade.
Por fim, a mandioca deverá ter uma redução de 24% na produção, provocada principalmente pela dificuldade de mão-de-obra no campo. A expectativa de colheira é de 2,76 milhões de toneladas, contra 3,6 milhões de toneladas do início de 2016. "Nem os bons preços da mandioca no mercado estão conseguindo alavancar o aumento do plantio", explica o economista do Deral Methódio Groxko .


