Os produtores de feijão da região Centro-Sul do estado estão recorrendo a secadores para retirar a umidade do feijão, acumulada em função das chuvas constantes. A chuva não está sendo considerada excessiva pelos cerealistas que até agora não identificaram nenhum problema mais sério com a cultura. Mas para preservar a qualidade, os produtores que estão colhendo o feijão estão vendendo imediatamente para cerealistas equipados com secadores.
O presidente do Sindicato de Cerealistas de Feijão do Paraná, Elias Van Der Neut, de Irati, disse que o feijão que está sendo colhido precisa passar pelo secador. De Neut ressalvou que não são muitos volumes que estão passando pelo equipamento, já que a colheita foi suspensa nestes dias de chuva. Além disso, como o plantio desta região está atrasado em função das chuvas ocorridas entre setembro e outubro, têm muitas lavouras ainda em maturação que não estão no ponto de colheita. ‘‘ É claro que se as chuvas constantes persistirem, a situação começa a ficar preocupante com a proximidade da intensificação da colheita’’, afirmou.
Outro cerealista da região de Irati que está preocupado com o clima é Wladislau Kasprzak. Segundo ele o feijão entregue ainda não apresenta umidade excessiva, mas está impossível de secar a produção sem recorrer a equipamentos. A garoa constante não permite a secagem do feijão, depois que ele é retirado da trilhadeira (máquina que retira os grãos de feijão da vagem).
Com isso, ele admite que aumentam os custos de produção, já que os equipamentos são movidos a energia e combustível, embutidos no custo do produto. O cerealista explicou que o feijão entregue com até 16 graus de umidade não tem nenhum desconto no preço. Acima disso, ele desconta 2% para cada grau de umidade constatado.
Conforme informações da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, ainda faltam 40% da área plantada para colher e desse total, 31% das lavouras ainda permanecem em estado ruim em função das chuvas e estiagem ocorridas no final do ano passado, 35% estão em estado razoável e 34% das lavouras está em boa situação.

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