Feijão, batata e carne puxam queda do preço da cesta básica
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domingo, 02 de junho de 2019
Aline Machado Parodi - Grupo Folha 

O valor da cesta básica de Londrina caiu 6,2% em maio, puxado pela redução dos preços do feijão, batata e carne. A pesquisa divulgada pela UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) aponta que o custo médio da cesta básica está em R$ 374,67. Mas se consumidor se dispuser a adquirir os produtos de menor preço em cada um dos dez supermercados pesquisados, conseguiria uma economia de 22,3%.
Dos 13 itens que compõem a cesta básica, cinco apresentaram aumento em relação a abril: margarina, arroz, farinha, pão e açúcar. Houve redução no tomate, café, óleo de soja, banana, carne, batata e feijão. De acordo com coordenador da pesquisa, economista Marcos Rambalducci, o feijão já estava em queda desde o mês passado e, em maio, quase bateu na casa dos 30% de redução. “A entrada da safra e a redução na demanda impulsionaram a queda. O consumidor está colocando mais água no feijão. Está comprando menos”, afirmou Rambalducci.

No caso da batata, a estiagem das últimas semanas contribuiu para o aumento da oferta do produto puxando o preço para baixo. A carne, que é o produto que tem maior peso na cesta básica (neste mês representou 37,5%), apresentou redução de 6,3%, ficando na média a R$ 21,30 o quilo, lembrando que no mês passado estava a R$ 22,72, na média. O preço mais barato encontrado foi de R$ 16,88 e o mais elevado de R$ 29,98.
O coordenador explica que a baixa está relacionada a entressafra. Mas caso, a estiagem seja prolongada e o rebanho de gado tenha que ser confinado, pode-se ter uma alta nos preços da carne e do leite nos próximos meses. O leite se manteve estável.
Rambalducci comenta que havia a expectativa de que o preço da cesta básica caísse em abril, mas a redução veio em maio. “Esperamos que essa recomposição da cesta seja mais duradoura”, disse o economista. Apesar de que, segundo ele, o pão e o trigo devem se elevarem em função da manutenção das taxas de câmbio. O dólar fechou nesta sexta-feira (31) em R$ 3,9244.
A queda no preço também tem influência da retração do consumo. “Todos estamos fazendo contenções, na água, na luz, no supermercado e isso vai impactar no preço, principalmente daqueles produtos em que o supermercado tem certo controle nos estoques”, afirmou Rambalducci.
O setor supermercadista registrou queda real de -2,42% das vendas em abril, em comparação com março. “A queda mensal foi influenciada pelo efeito calendário. Em março, tivemos um final de semana a mais que em abril. Pode parecer pouco, mas as vendas dos supermercados apresentam grande concentração nesses dias. No acumulado, após o efeito calendário da Páscoa, o fechamento do quadrimestre apresentou resultado positivo, voltando ao patamar do primeiro bimestre de 2019, acima dos 2,00%”, destaca João Sanzovo Neto, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Até abril, o setor acumula alta real de 2,26%.


