Para o empresário e presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná, Farage Khoury, a solução para o pequeno e médio empresário que está sufocado pelas dívidas, é a anistia dos tributos, como ocorreu na Argentina quando o país adotou o Plano Cavallo. ‘‘Ou então o reescalonamento de todo passivo da empresa’’. Segundo ele, 90% das empresas no Paraná estão com algum problema de inadimplência, envolvendo impostos federais, estaduais, municipais, bancos e fornecedores.
Khoury chegou a essa conclusão após verificar a oferta de recursos disponíveis nos bancos e constatar que os pequenos e médios empresários não estão conseguindo esses créditos. Em pesquisa que fez junto aos gerentes de bancos, ficou sabendo que os processos de financiamento para essas empresas emperram depois que os bancos verificam a inadimplência em algum setor.
Segundo Khoury, quando o movimento na empresa cai, a primeira coisa que o empresário deixa de pagar são os impostos, depois os bancos, em seguida os fornecedores, protelando essa fase ao máximo porque dependem da matéria-prima. Por último, deixa de honrar a folha de pagamento. ‘‘Aí ele está no fim’’, diz.‘‘Com essas dificuldades, a pequena e média empresa não consegue crédito e se afunda cada vez mais’’.
Khoury acredita que sua proposta é viável porque o governo já atendeu outros setores. Citou como exemplo o Proer para os bancos, o programa de securitização das dívidas rurais e o programa de revitalização das cooperativas. Segundo o empresário, o plano Real quebrou as pequenas e médias empresas e ainda foi o responsável pelo crescimento da dívida interna em cinco vezes, passando de R$ 58 bilhões há quatro anos para R$ 298 bilhões agora.

mockup