A maioria da mandioca plantada pelos produtores é a brava, ideal para uso industrial. A fécula, extraída da mandioca, é usada na fabricação de pão de queijo, biscoitos e bolos industrializados. Embora a comercialização de fécula cresça cerca de 10% no inverno, o presidente da Abam, Ricardo Bandeira Villela, diz que a sazonalidade não é forte.
Atualmente, o quilo de fécula está sendo vendido por R$ 0,60. No início do ano passado, o preço era de R$ 1,80. ''Devido ao excesso de produção da mandioca, há muita fécula disponível no mercado. Como esses preços já chegaram no fundo do poço, o governo, através da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) irá subsidiar o preço do produto no mercado para abrandar a crise'', informa Villela.
Devido a baixa cotação, as indústrias que trabalham com a fécula já conseguiram reduzir seus custos de produção. ''Não sabemos dizer se os preços menores já chegaram ao consumidor, mas o que estamos sentindo é uma queda generalizada nos preços. Como no segmento de biscoitos, bolos e pão de queijo há forte concorrência e, por isso, provavelmente os preços caíram'', avalia o presidente da Abam.
A tendência é que os preços continuem caindo até meados do próximo ano. ''Como a mandioca tem um ciclo longo (de 18 meses) os produtores podem optar por podar suas plantas, ao invés de retirar a mandioca'', explica. Para uso industrial, a mandioca mais velha é ideal porque a raiz fica mais grossa e aumenta a sua produtividade. Atualmente, o preço da tonelada da raiz varia de R$ 90 a R$ 100. (F.M.)

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