Fecomércio firma convênio de R$ 1,5 bi com a Caixa
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sábado, 29 de outubro de 2016
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio) e a Caixa Econômica Federal (CEF) assinaram um Convênio de Cooperação de Prestação de Serviços para disponibilizar às empresas da base da Federação R$ 1,5 bilhão para investimento, conta-corrente, cesta de serviços, desconto de títulos, convênio de folha de pagamento com taxas cerca de 2% abaixo das oferecidas do mercado, para cheque especial, e a partir de 1,49% para capital de giro, por exemplo.
O convênio, assinado nesta sexta-feira, terá validade de um ano e dará preferência para as empresas da base da Fecomércio em benefícios como o Girocaixa Recurso PIS - linhas destinadas a capital de juro, mas com recurso limitado, e o Proger linha de crédito, instituída pelo Ministério do Trabalho, utilizando os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador.
O presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana, explica que o convênio tem o objetivo de oferecer aos empresários da Federação crédito com juros mais baixos, já que aqueles oferecidos pelas instituições financeiras diretamente ao comerciante estão "acima da capacidade do varejo". "Estamos negociando juros no atacado", compara. Os empréstimos poderão ter valores que variam de R$ 4 mil a R$ 300 mil, diz Piana. "O principal objetivo é facilitar a negociação com o banco."
A negociação do convênio, diz, também partiu da necessidade de fazer o comércio voltar a girar depois de um período econômico difícil. "As empresas foram diminuindo seus estoques, fizeram cortes de despesas, dispensaram pessoas e chegaram ao seu limite de capacidade. Está todo mundo reclamando por falta de recursos. O convênio vai ajudar as empresas a se reerguerem dando fôlego para elas no fim de ano que tem 13º, férias, etc."
Confiança
Para Renato Scalabrin, superintendente regional da CEF, o momento foi oportuno para o convênio porque há um cenário de mais confiança para o crédito, redução de taxa de juros e também porque o fim de ano representa um período aquecido para o comércio. "Olhando para o final de ano, o comércio se aquece, o que traz viabilidade de parcerias, de oferecer para as empresas de oferecer condições de fazer boas vendas com estoque e boas condições de crediário."
De acordo com Scalabrin, fatores como a análise prévia da base de empresas da Federação, os índices mais altos de confiança nas empresas para o crédito e os indicativos de retomada da economia viabilizaram um montante de crédito maior que em outros convênios já celebrados com a Fecomércio. Ele explica que as empresas da base da Federação já terão crédito pré-aprovado.


