Curitiba - O comércio paranaense deve abrir pelo menos 12 mil vagas de trabalho temporário no mercado formal (com carteira assinada) para as vendas de Natal. A estimativa é da Federação do Comércio (Fecomércio) do Paraná e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) no Paraná, que aponta ainda que pelo menos 30% desses trabalhadores devem ser efetivados. Além da previsão otimista na geração de empregos, a Fecomércio do Paraná estima que as vendas fechem o ano de 2004 cerca de 7,5% maiores que em 2003.
As expectativas positivas para as contratações e para as vendas este ano se dão em função do bom resultado da safra da verão e do bom desempenho das exportações no Estado, aponta o presidente da Fecomércio no Estado, Darci Piana. Alguns fatores da macroeconômia, como a estabilidade da inflação, também deve ajudar nessa alta. ''Os comerciantes já estão falando em contratações em outubro em vez de novembro, como acontece todo ano. Este ano queremos voltar aos números de 2002, já que ano passado o desempenho do comércio não foi bom'', afirma.
Em 2003, as vendas fecharam o ano 9% menores que 2002. Dados da Fecomércio mostram que só no primeiro semestre de 2004 as vendas do comércio varejista paranaense cresceram 8%. Quanto aos empregos temporários para o Natal, foram gerados 11 mil em 2003, sendo cerca de 5 mil só na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Para esse ano, a expectativa é que 4 mil vagas temporárias sejam abertas na RMC, apontando, portanto, um crescimento no Interior. ''Se o mercado continuar como está e o governo federal fizer o que está prometendo, pode ser que até 50% dos temporários podem ser efetivados com carteira assinada'', afirma Piana. Contudo, na pior das hipóteses, pelo menos 30% desses trabalhadores devem ser efetivados.
Segundo Piana, alguns setores estão vendendo tão bem que já estão com falta de produtos. Alguns exemplos são as lojas de implementos agrícolas e de pneus para tratores em várias regiões do interior e as de confecções na região de Maringá.
Os números positivos do comércio devem refletir no salário dos trabalhadores temporários. Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio do Paraná (Sindicom-PR), Ariosvaldo Rocha, a média de salário desses trabalhadores deve ser a mesma dos que já estão no mercado, cerca de R$ 800. ''Muitos temporários são contratados, inclusive, por mais comissão (além do piso). E em alguns setores o lucro acaba sendo alto'', explica.

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