Fechados, hotéis de Gramado e Canela preveem perdas de R$ 180 mi por mês


PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Com vocação turística, a região das hortênsias, no Rio Grande do Sul --área que abrange Gramado, Canela, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula--, já sente o impacto da pandemia do novo coronavírus.

Para evitar a proliferação da doença, decretos municipais determinaram o fechamento de hotéis, pousadas, motéis e aluguel por plataformas como Airbnb. No total, essas quatro cidades possuem 39.561 leitos, que agora estão fechados.



O número é do SindTur (Sindicato da Hotelaria, Restaurantes, Bares, Parques, Museus e Similares da Região das Hortênsias). A entidade estima uma queda no PIB de R$ 180 milhões por mês de atividades paradas apenas em Gramado e Canela, duas das quatro cidades da região com mais empreendimentos hoteleiros.

Juntas, as duas cidades têm 265 empreendimentos no setor.

"Ainda é muito difícil mensurar as perdas que teremos, mas chegamos a essa média calculando uma estimativa do PIB das duas cidades dividido por 12 meses e considerando que 90% desse PIB é fruto da cadeia do turismo", explica o presidente do SindTur, Mauro Salles.

Apesar de todos hotéis, bares e restaurantes estarem fechados, ainda não há demissões em massa, explica Salles.

Unicamente em Gramado, são 4.500 trabalhadores do setor que estão parados, afirma o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Hoteleiro e Similares de Gramado (STCHSG), Rodrigo Callais.

Um termo aditivo à convenção coletiva da categoria, em acordo com o sindicato patronal, prevê férias coletivas, antecipação de folgas de feriados, uso de banco de horas e compensação de jornadas. A medida tem evitado, até o momento, as demissões.

Poucos empregados seguem trabalhando, já que restaurantes e bares podem apenas operar em sistema de entrega de pedidos e hotéis mantêm equipe reduzida de manutenção das estruturas.

Para Salles, mesmo que a pandemia seja controlada, a situação do setor turístico deve levar tempo para normalizar.



"Os turistas vão demorar para criar coragem para sair, primeiro, de seus lares, e, depois, de suas cidades para fazer turismo. Não será uma recuperação tão imediata", afirma.

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