Chicago - Os fabricantes de alimentos que encheram seus estoques com versões de produtos como espaguetes e sorvetes pobres em carboidratos podem enfrentar prejuízos já que a febre das dietas desse tipo parece ter alcançado seu pico, segundo analistas e pesquisadores da indústria de alimentos. ''É normal que alguém chegue a uma festa quando ela
está acabando'', disse William Leach, analista da indústria de alimentos que trabalha para a Neuberger Berman.
As vendas de alimentos pobres em carboidratos aumentaram em US$ 815 milhões de dólares para US$ 1,13 bilhão nos 12 meses terminados em 13 de junho, de acordo com a Information Resources Inc, que realiza pesquisas de mercado. Mas, o número de pessoas nos Estados Unidos que diz seguir dietas pobres em carboidratos, como a de Atkins, atingiu seu pico em janeiro em 9%, segundo uma pesquisa conduzida pelo NPD Group. Desde então, esse número se mantém em 7%, disse Harry Balzer, vice-presidente da empresa de pesquisa.
A indústria de alimentos pode ter desperdiçado ''centenas de milhões'' de dólares para reformular e criar novas embalagens para produtos com menor índice de carboidratos, disse Ken Harris, consultor da Cannondale Associates.
Leach comparou a moda das comidas pobres em carboidratos com uma febre anterior, do início dos anos 90: a dos alimentos com baixas taxas de gordura. Ele citou como exemplo uma marca de biscoito com baixas taxas de gordura lançada por uma multinacional. No começo, os estabelecimentos comerciais não conseguiam a quantidade de pacotes que queriam, tamanha era a demanda. ''No ano seguinte, você não conseguia dá-los de presente,'' disse o analista.
''No entanto, alguns consumidores podem manter o interesse em alguns produtos pobres em carboidratos como aconteceu com os iogurtes com baixas taxas de gordura,'' segundo um relatório sobre o tema. Além disso, analistas consideram que apesar da moda das dietas pobres em carboidratos ter alcançado seu pico, pode levar um tempo até que o consumo de produtos desse tipo experimente uma queda.

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