Febre da Internet desafia economias
Febre da Internet desafia economias Investimento em ações de tecnologia vira febre Alan Beattie Rahul Jacob Gerard Baker Financial Times O surto de investimentos em ações de tecnologia está preocupando as autoridades que regulamentam o setor financeiro no mundo. Nesta semana, entidades de vários países decidiram dar um recado coletivo. Elas estão cada vez mais apreensivas com a ameaça sobre a estabilidade financeira das economias. O problema está na corrida em direção à Internet. Os pequenos investidores são os que mais preocupam. Eles operam com capital emprestado, esperando lucro para pagar a dívida e reter o excedente processo conhecido como operação de margem. O principal regulador do mercado de ações de Hong Kong fez uma severa crítica à atual mania que vem varrendo a cidade: trocar qualquer investimento por ações de tecnologia. As pessoas esqueceram que há 18 meses o índice Hang Seng passou por quedas recorde, disse Andrew Sheng, presidente da Comissão de Futuros e Valores Mobiliários de Hong Kong. A mesma preocupação foi demonstrada no início do mês por Arthur Levitt, presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos. Todo mundo adora ir a uma festa, mas ninguém gosta de limpar a sujeira depois. Para investir na nova economia, é preciso compreender os riscos e conhecer limites, disse Sheng. As autoridades de regulamentação negaram que estivessem seguindo um plano coordenado para fazer seus alertas. O tema deve ser o foco das atenções no Fórum da Estabilidade Financeira a rede internacional das autoridades de controle do setor , que será no final de março. Os empréstimos para operações de margem subiram 8,9% em fevereiro em relação ao mês anterior, atingindo US$ 265,2 bilhões nos Estados Unidos. Howard Davies, presidente da Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido, voltou a fazer seus alertas contra investimentos em ações da Internet. Vamos investigar a alta de empréstimos pessoais, disse ele. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o Tesouro dos Estados Unidos estão preparando novas diretrizes para limitar o crescimento do capital para empreendimentos. Estão sob sua mira as empresas afiliadas a bancos um elemento importante na estrutura de financiamento das operações de empresas iniciantes que querem participar da Internet.





