FEBRE AFTOSA - MS quer substituir a pecuária pela agricultura
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domingo, 23 de abril de 2006
João Naves<br> Agência Estado 
Campo Grande - O rifle sanitário disparou 205 vezes ontem, colocando um ponto final nos abates de bovinos contaminados ou que tiveram contato com a febre aftosa, em Japorã, Mato Grosso do Sul, a 464 quilômetros de Campo Grande, no Sul do Estado.
O total de animais sacrificados é de 354, sendo 149 dos quais somente na Fazenda Medianeira III, onde sábado foi identificado um foco da doença. Por isso, aconteceram sacrifícios de bois e vacas, além de bezerros em outras quatro propriedades vizinhas.
Segundo o diretor-presidente da Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) João Cavalléro, não haverá mais abates sanitários em Japorã. ''A partir de agora vamos realizar a operação rescaldo, que é a eliminação de qualquer vestígio do vírus, com incineração de material suspeito, limpeza completa de estábulos e cocheiras, entre outras medidas do gênero. Acredito que essa etapa está vencida e vamos reforçar a vigilância para que não ocorram mais problemas''.
A região já sofria os impactos negativos de um foco de aftosa que surgiu em outubro do ano de 2005 na Fazenda Vezozzo, situada no município de Eldorado, vizinho de Japorã. As medidas de contenção e combate obrigaram a interdição sanitária em outros três municípios da área, o que gerou desempregos e uma série de dificuldades, principalmente para os pequenos produtores rurais que se mantêm com a venda de leite de vaca.
O Estado do Mato Grosso do Sul considerou a situação um estrangulamento econômico, sofrido depois que o trânsito de animais foi restrito e a comercialização de carne e leite dos produtores da região, suspensa. Diante desse quadro, decretou situação de emergência nos municípios de Japorã, Eldorado e Mundo Novo.


