Rio de Janeiro - O diretor-geral da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Wilson Levorato, negou ontem que os bancos estejam se comportando como um cartel e combinem tarifas. Ele reconheceu que as tabelas divulgadas na segunda-feira por instituições financeiras no site da Febraban com as tarifas para valer a partir do dia 30 deste mês, mostra alguns bancos que ''aumentaram de forma significativa'' as suas tarifas. Para Lavorato, as tarifas que foram aumentadas de ''forma significativa'' dizem respeito a serviços que estão fora do foco do tipo de cliente do banco.
Ele destacou, no entanto, que ''o movimento foi muito forte de redução de custos''. ''Muitos bancos tiveram reduções entre 15% e 20%'', disse.
Órgãos de defesa do consumidor teriam interpretado esses movimentos de aumento das tarifas por parte de algumas instituições e de redução por outras como indícios de cartel, de acordo com notícias publicadas hoje na imprensa. Para a Febraban, isso não procede. ''A concorrência é muito acirrada e existe um controle grande sobre bancos feito pelo Banco Central e por órgãos de defesa do consumidor'', afirmou Levorato.
O executivo deu exemplos retirados dos jornais para mostrar que é grande a variação de tarifas entre um e outro, como o de que um banco cobra R$ 5,00 por talão de cheque e outro, que cobra R$ 15,00. Ele também citou que é possível ver tarifas por emissão de extrato variando de R$ 1,40 a R$ 5,75. Segundo o diretor, em caso de serviços em que os bancos precisam pagar terceiros, como é o caso de transferências por documento eletrônico (DOC) e eletrônica disponível (TED), as tarifas são mais próximas devido a essa característica da operação.

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