São Paulo – O vice-presidente Michel Temer assume a presidência da República em um momento difícil, mas acompanhado de expectativas positivas, na opinião do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal. "A Febraban associa-se aos que veem na nova equipe de governo capacidade de superar os desafios econômicos, e manifesta seu apoio, em especial, aos novos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá", destacou ele, em nota à imprensa.

Portugal ressaltou a experiência profissional "exitosa" de Meirelles, com passagens nos setores público e privado. Afirmou ainda que ele tem consciência da importância de recuperar a disciplina fiscal e a sustentabilidade da dívida pública, de manter a inflação baixa e estável como "condições necessárias" para o crescimento da economia brasileira em "bases duradouras".

Sobre Jucá, o presidente da Febraban destacou a experiência política e administrativa do ministro. De acordo com Portugal, ele tem as "qualidades necessárias" ao Planejamento e gestão das prioridades orçamentárias e à articulação do apoio político "essencial" à aprovação das medidas legislativas que dependem do aval do Congresso.

"A Febraban manifesta seu empenho de colaborar com a nova equipe de governo e reitera seu compromisso de trabalhar pelo bom funcionamento do sistema bancário e pelo desenvolvimento sustentável do Brasil", disse Portugal, em nota.

Fiep
Também por meio de nota enviada ontem, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, afirmou que o afastamento da presidente Dilma Rousseff serve para que o Brasil saia da "paralisia política em que se encontra" e comece a discutir com seriedade medidas para a retomada da atividade econômica do País.
"Agora é preciso que, urgentemente, o novo governo dê sinais de que pode recuperar a confiança de investidores, empreendedores, consumidores e de todos os cidadãos, para que comecemos a nos recuperar dos estragos causados nos últimos anos", afirmou.
Para Campagnolo, o novo governo tem a missão de unir o País. "É preciso que seja um governo de transição, sem viés partidário, e que junto com a sociedade e o Congresso Nacional, desenhe um plano para recuperar imediatamente a economia e criar as bases para nosso desenvolvimento em longo prazo", disse. (Com Reportagem Local)

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