Fazenda sai fortalecida da crise
Curitiba - Maílson da Nóbrega avaliou ainda os efeitos das denúncias contra o governo federal (corrupção interna, financiamento inadequado de campanhas, mensalão). Para ele, a menos que se tome a decisão errada (como tentar dar uma guinada na economia), o risco de abalos econômicos é baixo. ''Nessa época de crise, quem se fortalece é a área da fazenda. Não acredito em problemas na economia brasileira até o final da gestão Lula'', ponderou ele. O ex-ministro apenas acredita que os empresários brasileiros vão adiar os planos de investimento até que a crise política seja resolvida. ''Vamos ter apenas uma redução no ritmo de crescimento da economia. Mas não teremos recessão'', apostou.
O economista, que esteve ontem no III Fórum Sul-Brasileiro do Setor Plástico (leia texto nesta página), lamentou a ''paralisia decisória'' do Congresso Nacional que teria enfraquecido a pauta de votações com a formação de CPIs e discussões sobre a crise política nacional. ''Os olhos hoje estão voltados para as denúncias. Mas o Congresso precisa votar a reforma tributária e impedir que o governo tenha que continuar governando o País por medidas provisórias'', considerou.
Ele destacou ainda que acredita em queda de juros para este ano. ''Houve queda substancial da inflação, o que justificaria baixar os juros. Mas não devemos ter essa redução a toque de caixa. Os mais otimistas apostam em agosto. Os menos otimistas, em outubro. A certeza é que o Banco Central (BC) vai esperar para ver se a tendência se confirma e se os números da inflação são duradouros antes de mexer na taxa Selic'', salientou Nóbrega. (L.P.)





