Fazenda reduz projeção do PIB de 1% para 0,5%
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quarta-feira, 22 de março de 2017
Eduardo Rodrigues e Fernando Nakagawa<br>Agência Estado 
Brasília - O Ministério da Fazenda divulgou nesta quarta-feira. uma nova revisão da estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, de 1% para 0,50%. No último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, as projeções de mercado apontam para uma alta de 0,48% no PIB de 2017. Para 2018, a Fazenda prevê expansão do PIB de 2,5%
Em 21 de novembro do ano passado, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, já havia anunciado que a previsão da equipe econômica para o crescimento tinha sido rebaixada de 1,6% para 1%. Mas a mudança não foi feita na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano e, na ocasião, Kanczuk não fez previsões sobre o impacto da a alteração sobre as receitas de 2017.
Inicialmente, a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 trazia uma projeção de PIB de 1,2%. Em meados de agosto, às vésperas do envio do Orçamento ao Congresso, a equipe econômica anunciou a elevação dessa projeção para 1,6%, com o argumento de que o próprio mercado estava melhorando suas avaliações.
A Fazenda também atualizou outras projeções para a economia em 2017. A estimativa oficial para o IPCA em 2017 passou de 4,7% para 4,3%. Já a previsão para o câmbio ao fim desde ano passou de R$ 3,6 para R$ 3,3. Para 2018, a Fazenda prevê IPCA de 4,5% e câmbio no fim do ano de R$ 3,4.
Kanczuk afirmou a redução de 1% para 0,5% da projeção da equipe econômica para a alta do PIB para este ano tem algum efeito da política monetária - com a redução da inflação e a queda nos juros -, mas o efeito principal da crise está no crédito. "Crise começou com confiança e passou para o crédito. Temos olhado com detalhe o crédito com dados do Banco Central, mas esses dados têm algum atraso. Variável que temos olhado com mais atenção é a alavancagem", completou.
Kanczuk destacou especialmente o endividamento das empresas, que cresceu a partir de 2011 e começou a cair em 2015. "Também está havendo uma desalavancagem do endividamento das famílias, mas em um processo mais suave", acrescentou. De acordo com o secretário, a desalavancagem das empresas se tornou mais expressiva no 4º trimestre do ano passado.


