Fazenda prevê queda da TJLP para 8,50%
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quinta-feira, 03 de novembro de 2005
Agência Estado 
Brasília - A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda está prevendo que os dois principais referenciais da taxa de juros no País - a TJLP e a Selic - terão quedas expressivas até a véspera das eleições presidenciais do próximo ano. A Taxa de Juros de Longo Prazo, que é a referência para os grandes financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), deve cair de 9,75% para 9% em janeiro e 8,50% em julho, enquanto a Selic - que influencia o juro bancário e hoje está em 19% - continuaria tendo quedas sucessivas de 0,25 a 0,50 ponto porcentual por mês até maio, quando atingiria 16,50%.
As projeções fazem parte do relatório de atualização dos parâmetros para elaboração do Orçamento de 2006, enviado ontem ao Congresso, com data retroativa a 31 de outubro. De acordo com o Ministério da Fazenda, esses parâmetros costumam seguir as estimativas do próprio mercado financeiro e não têm a pretensão de influenciar as decisões do Banco Central sobre a taxa Selic, nem do Conselho Monetário Nacional (CMN) sobre a TJLP.
No governo, entretanto, há uma constante polêmica entre aqueles que defendem uma maior velocidade de queda das taxas de juros e os que apregoam mais cautela. No caso da TJLP, por exemplo, o presidente do BNDES, Guido Mantega, pressiona pela queda da taxa desde o início do ano. As estimativas da SPE chegaram a prever que a TJLP cairia ao longo deste ano, gradualmente, mas agora foram ajustadas para prever uma queda súbita em janeiro. Com a taxa Selic, as estimativas mudaram pouco. A SPE prevê que ela estará em 18% no fim do ano, em 16,50% em maio e em 16% em dezembro do ano que vem.


