O ministro da Fazenda, Pedro Malan, e outros membros da equipe econômica brasileira passaram o dia de ontem reunidos no Rio com o vice-diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Stanley Fischer, discutindo o programa de ajuda do fundo ao Brasil. Não foram fornecidos detalhes sobre os assuntos tratados.
Às 19h, o chefe de gabinete do Ministério da Fazenda, João Batista Magalhães, e o assessor de imprensa do FMI para a América Latina, Francisco Baker, disseram apenas que a reunião foi um prosseguimento dos entendimentos iniciados durante a reunião do FMI em Washington e continuados com a ida de uma missão brasileira, chefiada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, a Washington.
Segundo Magalhães, a reunião de ontem, realizada na sede regional do Ministério da Fazenda, foi para aproveitar a passagem de Fischer pelo Rio, vindo de Buenos Aires. Além de Malan, participaram do encontro o presidente do BC (Banco Central), Gustavo Franco, o diretor de política monetária do BC, Francisco Lopes, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier.
A reunião começou às 10h30 e foi interrompida para almoço às 12h30, sendo retomada apenas às 17h30. No intervalo da tarde, segundo Magalhães, o ministro Malan aproveitou para ir a um consultório tratar de problemas dentários enquanto Fischer ficou em uma sala tratando de assuntos internos do FMI.
O assessor de imprensa do FMI disse que não foi mencionado nenhum número durante a reunião e que também não foi fixado nenhum prazo para a concretização do acordo entre o Brasil e o fundo. Ontem, em Buenos Aires, Fischer havia dito que a ajuda ao Brasil seria de aproximadamente US$ 30 bilhões, sendo US$ 15 bilhões do FMI.
Ontem pela manhã, Baker disse que o número de US$ 30 bilhões era o que as autoridades brasileiras consideravam como a necessidade de financiamento do Brasil. O assessor não quis também confirmar o número de US$ 15 bilhões que seria emprestado pelo fundo ao Brasil. ‘‘Não confirmo nem desconfirmo’’. O assessor disse que para que o empréstimo do FMI ao Brasil seja confirmado, é necessário passar por todos os trâmites exigidos normalmente pelo fundo. ‘‘Não há outro método para conseguir ajuda financeira do fundo’’, afirmou.Antônio Scorsa/France PresseEntendimentos prosseguemFrancisco Baker, assessor do FMI, fala a jornalistas: nem prazo, nem númerosAgência Folha

mockup