Fazenda e BC sinalizam que juros não caem
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quinta-feira, 15 de maio de 2003
Agência Folha 
São Paulo - O Ministério da Fazenda e o Banco Central avaliam que a taxa de inflação ainda está em um nível preocupante e precisa ser combatida, o que significa que o corte na taxa de juros pode ser adiado.
Parte do mercado começou a apostar na redução dos juros já na próxima semana após IBGE, Fipe e Fundação Getúlio Vargas divulgarem quedas expressivas na inflação. Esses índices também elevaram a pressão de empresários e de membros do próprio governo - como o senador Aloizio Mercadante e o vice-presidente José Alencar - pelo corte de juros.
No entanto, o diretor de Política Econômica do BC, Ilan Goldfajn, jogou um balde de água fria nessas apostas ao dizer ontem que a inflação não está fora de controle, mas que a taxa se manteve alta no primeiro trimestre do ano.
Já o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, foi mais incisivo ao dizer que a inflação ainda resiste a cair. ''O nível elevado de inflação ainda preocupa. Há uma inércia inflacionária que precisa ser combatida'', disse Appy.
Os dois representantes do governo não quiseram falar diretamente sobre a possibilidade de uma redução dos juros na próxima semana, quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne para avaliar a possibilidade de reduzir a taxa de Selic que está hoje em 26,5%.


