Faturando, mas engajadas com Planeta
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sábado, 13 de novembro de 2010
Victor Lopes<BR> Reportagem Local 
São Paulo - A iniciativa privada brasileira está de olho na sustentabilidade e biodiversidade do Planeta, buscando um plano de metas para a redução de impactos ambientais nos negócios Esse foi um dos principais temas debatidos durante o ''Fórum Biodiversidade Brasil Pós COP-10'' na última quinta-feira em São Paulo, promovido pela Syngenta em parceria com Conselho Empresarial do Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) A ideia do Forum surgiu após a boa participação do País na 10 Conferência das Partes da Convenção Sobre Diversidade Biológica (COP-10), em Nagoya, Japão, no mês passado, quando foi discutido propostas para o uso sustentável da biodiversidade no mundo
Antonio Carlos Guimarães, presidente da Syngenta Proteção de Cultivos América Latina, afirma que as empresas têm que procurar utilizar os recursos naturais de forma mais sustentável ''Em quatro décadas teremos nove bilhões de habitantes no Planeta e vamos ter que dobrar a produção de alimentos As empresas, independentemente do segmento, estão começando a ter consciência disso'', avalia Guimarães
Já Marina Grossi, presidente executiva CEBDS, lembra que desde o COP-8 está ocorrendo uma maior mobilização das empresas brasileiras a respeito do assunto ''O Brasil foi o único País em Nagoya que a iniciativa privada teve papel importante, participando de forma ativa do evento'', explica
Entretanto, a executiva destaca que ainda há muito o que ser feito pelas empresas brasileiras em relação a proteção da biodversidade ''Ainda não temos recursos necessários para a segurança da biodiversidade, faltam mecanismos importantes a serem desenvolvidos Temos que criar ferramentas sólidas para as empresas trabalharem na questão, há um longo caminho pela frente'', salienta Marina
Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, poucos setores da sociedade acreditavam que os países iriam apoiar as propostas do COP-10, ''graças aos fantasmas da convenção de Copenhage (COP-15)'', referindo-se a falta de decisões tomadas pelos países do Hemisfério Norte em relação ao aquecimento global, ano passado na Dinamarca ''Estamos trabalhando com prazos para a captação de recursos Os resultados políticos conquistados no Japão colocam o Brasil com uma nova postura frente ao tema biodiversidade, temos que tomar medidas concretas em relação a isso Como já havia dito, o Brasil tem dois 'pré-sais' agora, o petróleo e a biodversidade'', avalia a Ministra
Entre as principais ações que o País deve tomar, a representante do governo cita a necessidade de um aperfeiçoamento da legislação brasileira sobre o assunto e que um dos maiores desafios do Brasil é mudar a cabeça da população, inclusive de quem atua na área ambiental ''Não somos os 'biodesagradáveis', como já escutei de alguns ministérios A biodversidade é um assunto extremanete relevante'', completa
* O jornalista viajou a convite da Syngenta


