São Paulo - Pesquisa conjuntural da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) mostra que o setor registrou queda de 0,02% no faturamento real (deflacionado pelo IGP-DI) no primeiro bimestre, frente a igual período de 2003. A produção, por sua vez, aumentou 0,48% e as vendas reais (deflacionadas pela Fipe Alimentos Industrializados e Semi-Elaborados) subiram 1,76%.
Em fevereiro, o setor obteve alta de 1,31% no faturamento real, frente a janeiro. As vendas subiram 2,99% e a produção recuou 1,73%. Em relação a fevereiro de 2003, o setor observou um recuo de 3,33% no faturamento, queda de 1,39% nas vendas e alta de 0,09% na produção.
Segundo a análise do Departamento de Economia da instituição, a queda nas vendas em se explica pela mudança de tom do Banco Central, que deixou de reduzir as taxas de juros naquela época e estancou, assim, a recuperação da atividade econômica iniciada no último trimestre de 2003.
O levantamento da entidade demonstrou que as exportações de alimentos e bebidas industrializados continuam figurando como principal alavanca do crescimento do setor. No primeiro bimestre, as receitas externas somaram US$ 2,07 bilhões, resultado 15,9% superior ao de igual período de 2003. Outra constatação foi de que houve alta de 4,5% no volume de produtos exportados.
No acumulado de 12 meses, o setor apresenta queda de 1,48% no faturamento, alta de 0,41% nas vendas e aumento de 1,20% na produção. A capacidade instalada, conforme o levantamento, ficou em 69,64%. Para a Abia, as perspectivas são de recuperação gradativa das vendas, até um nível 3,5% superior ao do ano passado. Em nota oficial, a associação alerta, contudo, para a necessidade de o BC manter uma trajetória de queda nas taxas de juros. Caso isso não ocorra, a projeção é de crescimento de 2,5%.

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