São Paulo - O faturamento do setor de autopeças acumulado de janeiro a julho cresceu 14,2% em comparação com igual período em 2003. O desempenho está dentro das expectativas do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) para o ano de 2004, que prevê resultado de US$ 14,2 bilhões para o setor, com crescimento de 14,5%.
O consumo de energia elétrica por parte das empresas aumentou 11% no período. O número de empregados em julho foi de 178 mil, número 0,6% maior do que em junho e 4,8% maior do que em dezembro do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).
Dados relativos ao primeiro semestre mostram que as exportações das autopeças estão em alta e impulsionam o crescimento da receita (os dados de julho não estão disponíveis). De janeiro a junho, as exportações subiram 18% em relação a igual período em 2003, para US$ 2,68 bilhões.
As importações somaram US$ 2,60 bilhões e cresceram 22% no período. O setor teve, até junho, superávit de US$ 80 milhões na balança comercial (diferença entre exportação e importação). Segundo o Sindipeças, o principal comprador das autopeças produzidas no Brasil são os EUA (32% do total). O Brasil importa produtos principalmente da Alemanha (19% do total).
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as constantes altas de matérias-primas utilizadas na fabricação de veículos, como aço e plástico, têm pressionado os preços dos veículos no País. A entidade, que representa as montadoras no País, classificou o aço como o principal fator de pressão, mas há forte pressão também dos plásticos (impulsionados pela alta do petróleo e da nafta), da borracha e metais não-ferrosos.

mockup