Arquivo FolhaSinal de reaçãoPaulo Feijó, da Abras: crescimento de 7,5% das vendas nominais em março sobre o mesmo período de 97 abre perspectivas de recuperaçãoO setor de supermercados faturou R$ 50,368 bilhões em 1997, o que representou uma queda real de 0,27% sobre o ano anterior. O Carrefour manteve a liderança no ranking, alcançando uma receita de R$ 5,5 bilhões, seguido do Grupo Pão de Açúcar, com um faturamento de R$ 3,6 bilhões. Já o Bom Preço, que em 1996 ocupava o quarto lugar, saltou para o terceiro, exibindo uma receita R$ 2,09 bilhões. A Casa Sendas, ao contrário, caiu de terceiro em 1996 para a quarto, com uma faturamento de R$ 1,7 bilhão. Os dados constam da pesquisa realizada pela AC Nielsen e foram divulgados ontem pelo presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Paulo Feijó. O faturamento bruto das 650 maiores empresas supermercadistas do País atingiu R$ 36,058 bilhões em 1997, representando 71,6% do mercado.
Dados da Abras revelam que as vendas nos supermercados caíram 1,52% no trimestre de janeiro a março em relação ao mesmo período do ano passado. Só no mês de março, a queda chegou a 4,14% em relação ao mesmo período de 1996. O presidente da Abras, Paulo Feijó, disse que as vendas nominais do mês de março deste ano cresceram 7,59% sobre o mês imediatamente anterior. Ele ressalta que o primeiro semestre deverá ter um desempenho ligeiramente negativo, se comparado aos primeiros seis meses do ano passado. Ele disse também que a Lojas Americanas, pela primeira vez, participou do ranking da associação e o faturamento corresponde apenas ao segmento de alimentos.
A pesquisa realizada pela AC Nielsen revela que as cinco maiores empresas da Abras registraram uma queda real no faturamento de 0,7% nos últimos dois anos, enquanto as classificadas entre o 6º e 10º lugar tiveram um aumento real de 1,4% no mesmo período. Dos R$ 50,368 bilhões faturados pelos supermercados, 40,5% foram provenientes do Estado de São Paulo; 14,4% do Rio de Janeiro; 9,6% do Rio Grande do Sul; 5,7% de Minas Gerais; 5,2% da Bahia; 3,5% de Santa Catarina e o restante distribuído entre os demais Estados.
Análise regional do segmento revelou, ainda, que a participação das regiões sobre o faturamento está composta de seguinte forma: Sudeste, com 56,3%; Sul, com 17,9%; Norte e Nordeste respondem por 16,4% e Centro-Oeste, 9,4%.
Dados do Ranking 97 realizado pela Abras revelam que o faturamento entre as 300 maiores empresas supermercadistas representou 69% do total bruto do setor, sendo que as 20 maiores ficam com 41,6% e as 280 restantes com 27,4%. Segundo Feijó, esses números não são significativos, se forem comparados aos de outros países da América Latina, como por exemplo, Chile e Argentina, onde cerca de três a cinco empresas controlam praticamente todo o setor de auto-serviço. Em 1996, as 300 maiores empresas eram responsáveis por 67,9% do setor.

mockup