Faturamento de dezembro está 10% menor que de 2002
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sábado, 13 de dezembro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Empresários do comércio de Londrina aguardam a chegada da segunda quinzena de dezembro para que a baixa movimentação das duas primeiras semanas do mês sejam compensadas. Lojistas estimam que o movimento no comércio esteja até 10% inferior ao registrado nos primeiros 15 dias de dezembro de 2002, e as hipóteses para a queda no faturamento, mais uma vez, se concentram na redução do poder de compra do trabalhador.
Em uma loja de artigos masculinos do Calçadão de Londrina, o proprietário Sinézio Scudeler explica a redução de 10% no faturamento no mês até o dia 12 com o aumento das despesas como água, luz e telefone. ''Acho até que a movimentação esteja igual a do ano passado, mas não podemos subir os preços para não perder competitividade e em compensação, estamos pagando mais impostos e tarifas'', diz. Segundo Scudeler, a abertura do comércio no dia 10, aniversário de Londrina, que gerou polêmica entre o sindicato patronal e o sindicato dos empregados, ajudou bastante a minimizar os prejuízos. ''Foi sem dúvida o melhor dia do mês.''
O gerente de uma grande loja de confecções do centro da cidade, Antônio Verza Filho, espera pela chegada da segunda quinzena do mês com otimismo. ''A partir da próxima segunda-feira (dia 15), teremos 10 dias consecutivos com comércio aberto. Isso deve ajudar.'' Na opinião de Verza, muitas pessoas ainda não receberam a parcela do 13º salário e isso está comprometendo o desempenho do varejo no início do mês. ''Não sei precisar o quanto, mas com certeza o movimento deste ano está menor que dezembro de 2002'', declara, ressaltando que o rendimento de vendas vem caindo 5% em média, todos os meses desde o início do ano.
Quem também espera pelo final do mês para aumento no faturamento é o gerente de uma loja de departamentos, Aparecido Moreira. Para o gerente, os meses de dezembro não costumam decepcionar o comércio. O que estaria acontecendo agora seria comum ao consumidor brasileiro, acostumado a atrasar as compras de natal. ''Só estamos tendo notícias boas e as medidas do governo federal estão gerando impactos positivos. Só é uma pena que o atendimento fique comprometido com o grande fluxo de compradores no final do mês'', afirma.
De acordo com informações da Assosiação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), o número de consultas aos serviços de proteção ao crédito desde o início do mês até anteontem é 1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, o que foi considerado pelo diretor da Acil, Marcelo Cassa, como um ''empate.''
Ao tomar conhecimento das estimativas dos empresários sobre a redução de 10% no faturamento, Cassa disse que a provável causa para a baixa seria a redução do poder de compra do consumidor. ''Como as pessoas estão sem dinheiro, devem estar comprando presentes mais baratos. Isso explicaria o aumento no número de consultas e ao mesmo tempo a redução do faturamento''.


