As cooperativas paranaenses registraram um aumento de 13% no faturamento de 2015 em relação ao ano passado. Segundo dados do Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o setor deve faturar neste ano R$ 56,5 bilhões. O valor foi anunciado ontem pelo presidente da entidade João Paulo Koslovski durante o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, realizado em Curitiba.
Somente as cooperativas agropecuárias devem faturar neste ano um pouco mais de R$ 48 bilhões, volume superior ao registrado no ano passado, quando o segmento fechou com um faturamento de R$ 42 bilhões. José Roberto Ricken, superintendente do Sistema Ocepar, explica que as altas nos insumos agropecuários, principalmente devido à elevação do dólar, reduziu um pouco o potencial de crescimento das cooperativas agropecuárias. Mesmo assim, o resultado foi muito satisfatório para o setor.
Prova disso foi o aumento no custo de produção para o produtor na safra 2015/16. De acordo com a dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em agosto o custo de produção para o cultivo da soja para uso no atual ciclo fechou em R$ 31,46 a saca, contra R$ 27,66/sc registrado em agosto de 2014.
Porém, Ricken avalia o cenário para o segmento agropecuário como ainda positivo, principalmente porque espera uma boa safra. Ele chuta um crescimento no setor de 10% para o próximo ano, mas pondera que ainda é cedo para dar certezas. O superintendente da Ocepar observa que o crescimento global das cooperativas do Estado reflete o planejamento estratégico em investimentos programados nos últimos anos.
O presidente João Paulo Koslovski afirmou durante o encontro estadual que os resultados, mesmo que positivos, foram afetados pela elevação dos custos, encargos financeiros e tributações. Segundo dados da entidade, as cooperativas de todos os segmentos somam 1,3 milhão de cooperados, gerando mais de 82 mil empregos diretos.

Comemoração

A cooperativa Integrada é um dos exemplos de que 2015 foi um ano bom. A entidade deve fechar com um faturamento de R$ 2,2 bilhões, 15% a mais no comparativo com o mesmo período do ano passado, quando a Integrada faturou R$ 1,9 bilhão. Jorge Hashimoto, presidente da Integrada, afirma que o resultado está dentro do esperado, já que a cooperativa recebeu neste ano um volume recorde de grãos, chegando a 1,9 milhão de toneladas. "O câmbio nos ajudou bastante nos resultados", comemora Hashimoto.

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