Rio A Casas Bahia vai faturar R$ 12 bilhões neste ano, volume 30% superior aos R$ 9 bilhões de 2004, com 60% do crédito concedido para trabalhadores do mercado informal. O proprietário da empresa, Michael Klein, disse que a perspectiva para os próximos dois anos também é de crescimento robusto, de 25% em 2006 e 20% em 2007, ante os anos anteriores.
Para ele, o segredo do sucesso da empresa está em não perder o foco nos clientes de baixa renda. Hoje, dois terços do crédito da empresa vão para clientes informais, que compram diretamente em uma das 465 lojas da rede. No final deste ano, o número de filiais subirá para 500 e em 2010, chegará a mil lojas.
Os ambiciosos planos de expansão não incluem o comércio eletrônico, aposta de muitos concorrentes. ''Por enquanto analisamos o comércio eletrônico de forma embrionária. Não temos pretensão de entrar em curto prazo na Internet'', disse em palestra no 26º Congresso da Acrefi (associação das financeiras), no Rio. A possibilidade de abertura do capital da empresa também está descartada por enquanto. ''Não temos hoje essa necessidade. Mas se em médio prazo precisarmos de recursos para expansão, não vemos objeção de abrir o capital para viabilizar os projetos'', disse.
Criada em 1953 em São Caetano do Sul (SP), a Casas Bahia tem hoje 18 milhões de clientes e uma frota própria de 2.200 caminhões que, somente no ano passado, percorreu 90 milhões de quilômetros no País. Parte dos 49 mil funcionários da empresa tem sido periodicamente reciclada em centro de informação para analistas de crédito, para garantir a prevenção a fraudes da empresa, que trabalha com 10% de perdas nas provisões para crédito.
A rede de varejo faz parcelamentos com prestação mínima de R$ 10 e não exige comprovação de renda dos clientes. Recentemente, a empresa fechou um acordo operacional com o Bradesco (Finasa) como parceria para concessão de crédito. Klein aposta que o Natal deste ano ainda será ''muito bom para o comércio'' e disse que a empresa investe na expansão - em 2006 serão 100 novas lojas -''aproveitando que o mercado de crédito ao consumidor está muito favorável''.

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