São Paulo A Volvo do Brasil, que tem sede em Curitiba, quebrou recorde de faturamento, em 2005. A montadora vendeu o equivalente a R$ 3,5 bilhões, valor 30% maior em relação a 2004, quando as vendas atingiram R$ 2,6 bilhões. Foi o maior resultado, desde a instalação da empresa no País, em 1977. Os resultados foram anunciados em entrevista coletiva, na manhã de ontem, em São Paulo, pelo presidente da filial brasileira, Tommy Svensson, e outros executivos da empresa.
Foram comercializados 12.144 veículos (caminhões e chassis de ônibus) nos mercados interno e externo, volume 33% superior às 9.164 unidades vendidas no ano anterior. A linha de caminhões ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 10 mil unidades. Com esse resultado, a Volvo alcançou a produção de mais de 100 mil veículos, desde sua implantação.
De acordo com Svensson, apesar da queda de 20% nas vendas totais internas de caminhões pesados, a Volvo conseguiu conquistar três pontos percentuais na participação do mercado nesse segmento, atingindo 23,3%, em 2005. A linha VM, de caminhões semi-pesados, iniciada em 2003, ficou com 5% de participação.
As exportações da Volvo do Brasil responderam por 45% do faturamento. Mesmo assim, Svensson reclamou da política cambial que, para ele, foi prejudicial à competitividade da empresa no mercado externo. ''Essa é uma situação preocupante para o futuro que esperamos que mude'', disse.
A preocupação com a desvalorização do dólar frente ao real, no entanto, não atrapalhou os planos da montadora em relação a investimentos futuros. A Volvo, que lançou em 2005, dois novos veículos da linha VM (o cavalo mecânico VM 4x2 e o VM 6x4), anunciou que irá aplicar US$ 75 milhões, no próximos três anos. Segundo Svensson, os investimentos serão destinados ao desenvolvimento de novos produtos e melhorias nas instalações de sua unidade, em Curitiba.
O gerente de planejamento estratégico da Volvo do Brasil, Sérgio Gomes, lembrou que as vendas de caminhões para a América Latina cresceram 4%, pulando de 7.675 unidades, em 2004, para 8.003, no ano passado. O Brasil é o terceiro maior mercado, com 5.994 unidades comercializadas, ficando atrás dos Estados Unidos, que comprou 27.964 caminhões e do Irã, para onde foram 10.830 unidades.
O gerente de vendas da linha H da Volvo, Vernardo Fedalto Júnior, aposta no agronegócio como impulsionador das vendas, especialmente, no mercado interno. Ele acredita que os setores do açúcar e álcool têm boas perspectivas para 2006, assim como os segmentos de mineração e construção civil, que apresentam sinais de recuperação. O próprio programa do governo federal para recuperação das estradas pode ajudar a alavancar as vendas de equipamentos da empresa.

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