Faturamento da indústria paranaense cai 2,5%
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quinta-feira, 08 de dezembro de 2005
Reportagem Local 
Curitiba - O resultado das vendas da indústria paranaense caiu 2,5% em outubro, na comparação com o mês anterior. Com isso, o faturamento do setor acumula queda de 1,98% no ano, ante os dez primeiros meses de 2004. Apesar da redução dos negócios ser sazonal e esperada, em função da venda antecipada para as festas de fim de ano, o cenário preocupa os empresários.
''O que vemos é reflexo da política econômica. A opção pelo juro alto, que impacta a taxa de câmbio, prejudica o desempenho da indústria'', adverte o presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures.
Segundo a pesquisa Análise Conjuntural, elaborada pelo Departamento Econômico da Fiep, apenas seis segmentos industriais - Produtos Farmacêuticos e Veterinários; Material de Transportes; Papel e Papelão; Perfumaria, Sabões e Velas; Material Elétrico e de Comunicações e Químico - tiveram resultados positivos no acumulado do ano. Outros 12 apresentaram desempenho negativo em comparação com o ano passado.
A queda no faturamento em outubro foi influenciada pela retração do mercado interno e pela taxa cambial desfavorável, que prejudicou os ganhos com as exportações. Em outubro, o resultado dos negócios dentro do Estado recuou 3,46% e 0,86%, no Brasil. As exportações apresentaram recuperação de 3,33%, em relação a setembro, mês em que as vendas ao exterior caíram 19,56%.
No acumulado do ano, as vendas estão 3,46% menores dentro do Paraná e 3,40% dentro do País, em comparação com mesmo período de 2004. Já o faturamento com as exportações teve alta de 5,15%, ainda que este percentual venha diminuindo a cada pesquisa.
Os economistas da Fiep apontam que setores importantes da economia paranaense também diminuíram o ritmo de crescimento, em alguns casos tendo desempenhos negativos. Em outubro, o setor de Alimentos, que representa 34% do PIB da indústria estadual, teve queda de 0,38%, sendo que no mês anterior havia recuado mais de 15%. O mesmo aconteceu com o setor de Material de Transporte, que responde por 17% do PIB industrial. O segmento teve queda 3,69%, em função da baixa nas vendas de automóveis no mercado interno. ''Até o fim do ano, a tendência é de nova queda, por começar o período de entressafra do setor industrial, que só recupera o ritmo em fevereiro'', analisa o economista da Fiep Maurílio Schmitt.
Ainda de acordo com a pesquisa da Fiep, em outubro, 12 dos 18 segmentos apresentaram resultados negativos na contratação de mão de obra. No acumulado do ano, no entanto, o nível de emprego ainda está 6,26% positivo. A capacidade instalada caiu um ponto percentual, atingindo 78% e as horas trabalhadas recuaram 2,13%.


