Faturamento da indústria de eletroeletrônicos recua 11%
A desaceleração da economia vem agravando o desempenho da indústria de equipamentos elétricos e eletrônicos, que já registra queda no faturamento de 8% nos primeiros nove meses do ano em relação ao mesmo período de 1997. No terceiro trimestre, a situação se agravou, com retração de 11%.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Benjamim Funari Neto, chegou a qualificar de aterradora a situação no segmento de utilidades domésticas. Nessa área, a redução no consumo causou queda de 37% no terceiro trimestre e de 34% ao longo do ano.
O Brasil é imprevisível, comentou Funari. Com o Natal, a gente terá uma melhora se o governo não aumentar juros e impostos, acrescentou. O presidente da Abinee disse que é difícil fazer previsões sobre o desempenho do setor no próximo ano, mas admite que já ouviu de economistas previsões de que a indústria eletroeletrônica pode encolher 4% em 1999. Para este ano, a retração deve se manter nos 8%.
A expansão nos segmentos ligados ao programa de privatizações do governo, como o de telecomunicações e o de energia, tem compensado a queda noutras áreas dependentes do consumo popular. As vendas de equipamentos de telecomunicações aumentaram 10% nos nove primeiros meses do ano, embora tenham ficado estagnadas no terceiro trimestre em decorrência da privatização da Telebrás.
Na indústria de equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, o crescimento até setembro foi de 11%, embora já se identifique desaceleração das encomendas nos últimos meses. No terceiro trimestre, o faturamento nessa área aumentou 10%, enquanto a expansão no primeiro semestre havia alcançado os 12%.
Na área de informática, a Abinee registrou uma melhora atribuída à decisão do governo de combater o contrabando, que representou 65% das encomendas em 1997. De janeiro a setembro, esse segmento teve crescimento de 8%, com aumento de 10% no terceiro trimestre.Arquivo FolhaSituação aterradora
As medidas de desaceleração da economia atingiram em cheio o setor de eletroeletrônicosAgência Estado





