Faturamento da indústria caiu 1,31%
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quarta-feira, 08 de fevereiro de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba O faturamento da indústria paranaense teve queda de 1,31% em 2005 em comparação a 2004. O presidente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures, disse que a queda nas vendas do setor foi provocada pela política de juros do governo federal e pela valorização do real frente ao dólar que impactou as exportações. Segundo ele, a queda de faturamento registrada em 2005 já era esperada.
A retração nas vendas só não foi maior devido ao desempenho das exportações que cresceram 7,17% no período devido à expansão da economia mundial. Sem o bom resultado das vendas internas, o faturamento da indústria teria caído 3% em 2005. As exportações participaram com 21,30% das vendas em 2005. Já os negócios realizados dentro do Paraná e com outros estados brasileiros caíram, respectivamente, 4,29% e 2,81%.
De acordo com Loures, alguns setores contribuíram para que as vendas do Paraná não fossem piores em 2005. Entre os segmentos que apresentaram resultado positivo no ano passado estão produtos farmacêuticos e veterinários (16,96%) devido à necessidade de vacinação de bois e aves e ao crescimento da venda dos produtos fitoterápicos, perfumaria, sabões e velas (12,58%), papel e papelão (10,33%), material de transportes (9,62%), material elétrico e de comunicações (7,85%), produtos alimentares (1,79%), química (0,86%) e metalúrgica (0,24%). Os setores que tiveram as maiores quedas em 2005 foram couros, peles e produtos similares (-45,22%) e madeira (-31,79%), este último em função da redução das exportações provocada pela queda do dólar.
O coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, disse que a indústria do Paraná teria que apresentar um crescimento de 6,91% em 2006 sobre o ano de 2005 para empatar com o nível de vendas de 2002, que foi um dos melhores.
Segundo ele, há estimativa de crescimento para 2006 devido aos investimentos que governo federal deve fazer em infra-estrutura, ao aumento real do salário mínimo e a Copa do Mundo que influencia o consumo dos brasileiros.
Schmitt destacou que, apesar da queda nas vendas em 2005, o emprego na indústria não foi afetado. O número de vagas criadas no ano passado cresceu 4,18% e o quadro de trabalhadores que atuam diretamente na produção subiu 2,4%.
Entre os produtos exportados pelo Paraná em 2005, soja em grão e farelo de soja ainda lideram, mas cortes de frango, automóveis e motores para veículos aparecem também com destaque. Os países para os quais o Paraná mais exportou foram Estados Unidos (US$ 1,3 bilhão), Alemanha (US$ 1,09 bilhão), Argentina (US$ 730 milhões) e China (US$ 608 milhões).


