Campo Mourão - A Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo) teve em 2001 o seu melhor desempenho econômico-financeiro e fechou o ano com um faturamento de R$ 1,6 bilhão, 34% maior do que no ano anterior. As sobras do exercício foram de R$ 96,25 milhões, 140,3% a mais do que em 2000. O balanço foi divulgado ontem durante a 32ª Assembléia Geral Ordinária.
Segundo o presidente da Coamo, José A. Gallassini, o segundo semestre de 2001 foi decisivo para a agropecuária brasileira. ‘‘A desvalorização de até 44,5% do real, diante de vários fatores econômicos mundiais, propiciou uma elevação dos preços das commodities agrícolas, beneficiando 65% da comercialização da soja e 60% do milho’’, explicou.
Para Gallassini, essa condição permitiu que os agricultores participassem das vantagens da desvalorização, já que suas dívidas estavam constituídas nesta mesma moeda. Do total das sobras, R$ 31,3 milhões serão repartidos entre os 17 mil cooperados de acordo com a produção entregue e os insumos adquiridos na cooperativa. A distribuição começa na segunda-feira.
De acordo com o balanço, o ativo total da Coamo cresceu 25,4%, atingindo R$ 951,83 milhões. O patrimônio líquido da cooperativa encerrou o ano em R$ 471,18 milhões, registrando um crescimento de 22,1%. A Coamo exportou em 2001 US$ 272,12 milhões em produtos, ficando em primeiro lugar no ranking de exportações de commodities do Estado.
O relatório apresentado ontem aos cooperados também mostra que a capacidade estática de armazenagem da cooperativa cresceu 6%, passando para 2,55 milhões de toneladas. Ao todo, a Coamo recebeu no ano passado 3,35 milhões de toneladas de produtos (crescimento de 26,2%), o que representa 3,7% da produção nacional e 14,4% da produção paranaense.

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