A Cativa - Cooperativa Agropecuária de Londrina registrou no exercício de 1997 um faturamento 24,49% maior em relação ao ano anterior. Segundo relatório apresentado aos associados da cooperativa, o faturamento do ano passado atingiu R$ 34,32 milhões, contra os R$ 27,5 milhões obtidos em 96. ‘‘Considerando as dificuldades que o setor enfrentou no período, com a concorrência desleal do produto importado, podemos considerar o resultado positivo’’, disse o presidente da Cativa, Annael Vieira.
Mesmo com o faturamento maior, afirmou Vieira, a cooperativa teve sua margem de lucro reduzida em torno de 10%. Segundo o presidente da Cativa, esta redução se deveu principalmente à entrada de produtos lácteos importados de países que subsidiam a produção. ‘‘Fomos obrigados a reduzir os preços dos nossos produtos ao consumidor para nos mantermos no mercado’’, disse. O preço médio de referência do leite em qualquer produto lácteo baixou de R$ 0,56 em 96 para R$ 0,51/l no ano passado.
Com isso, segundo Annael, não houve sobras para serem distribuídas no final do exercício aos associados. ‘‘Mas de modo geral os cooperados receberam durante o ano prêmios por eficiência’’, comentou. O preço médio pago pelo litro de leite ao produtor em 97 foi de R$ 0,2651, mas os produtores mais eficientes conseguiram receber até R$ 0,31/litro. No ano passado, a captação da Cativa somou 36,2 milhões de litros só em Londrina, e contando as quatro filiais, o total atingiu 61,1 milhões de litros.
O quadro de associados da Cativa é composto por 1089 cooperados, sendo que 772 estão na ativa. ‘‘O restante está com a produção suspensa temporariamente ou até mesmo deixando a atividade’’. Em 1995, a Cativa contava com 936 produtores ativos. Vieira explica que muitos produtores deixaram o setor por não se adequar às novas exigências do mercado: alta produtividade e qualidade. O presidente da Cativa afirma que a cooperativa mantém um programa de treinamento constante dos cooperados. ‘‘Cerca de 50% de nossos cooperados já utilizam resfriadores nas propriedades e entregam leite a granel’’, afirmou.
Para este ano, a Cativa programa investimentos de R$ 3,8 milhões. Segundo Vieira, o maior deles será a união da Cativa à Centralnorte, de Apucarana, Colari, de Mandaguari, Colmar, de Maringá e Coplac. Vieira afirma que estas cooperativas vão centralizar toda a industrialização do leite captado na Confepar, de Londrina. As cinco empresas captam juntas 350 mil litros de leite/dia. ‘‘Esta centralização é uma tendência do setor que resulta em otimização tanto das máquinas como da mão-de-obra e na redução dos custos de produção em até 30%, afirma.
Eleição Hoje, os associados da Cativa elegem a nova diretoria da cooperativa para um mandato de três anos. Concorre a chapa única formada pelo atual vice-presidente, Osmar Buzinhani (presidente) e Adir Salla (Vice). A eleição será na sede do Grêmio Cacique, na rodovia Celso Garcia Cid, próximo da TV Tropical.

mockup