Faturamento da Batavo crescerá 15%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de dezembro de 1996
Elvira Fantin 
A Cooperativa Central de Laticínios do Paraná (CCLPL), que comercializa a marca Batavo, deverá aumentar em 15,78% o seu faturamento com a incorporação das 11 cooperativas que compõem a Cooperativa Central Agromilk, com sede em Concórdia, no Oeste catarinense, responsável pela marca Do Vale. Com a fusão, o faturamento do Grupo Batavo que este ano deve totalizar R$ 380 milhões saltará para R$ 440 milhões em 97.
A previsão é do presidente do Grupo Batavo, Dick Carlos de Geus, que anunciou oficialmente ontem a incorporação, por R$ 12 milhões, da Agromilk pela CCLPL. Segundo De Geus, a parceria com a cooperativa catarinense é apenas a largada de uma estratégia de mercado mais agressiva que visa a transformação do Grupo Batavo numa grande empresa do setor alimentício até o ano 2000.
Hoje, o Grupo Batavo está em quarto lugar no ranking nacional na produção de leite e derivados, perdendo para a Nestlé, a Parmalat e a Cooperativa Paulista de Laticínios. A meta é aumentar a nossa participação no mercado em todos os produtos e não apenas na área de laticínios, afirmou. Segundo De Geus, hoje a Batavo produz 300 produtos diferentes entre leite e derivados, carne suína e de aves e embutidos. Os produtos são vendidos no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.
De Geus informou que o próximo passo dentro desta estratégia de mercado é buscar um parceiro capitalista para injetar dinheiro na CCLPL e transformá-la possivelmente numa empresa que passaria a ter as cooperativas associadas como acionistas. Com isso, o grupo quer se preparar para enfrentar a concorrência, principalmente aquela representada pela política expansionista da Parmalat. Se a Batavo não buscasse parcerias, estaria condenada a voltar a ser uma pequena cooperativa, afirma De Geus.
O presidente do Grupo Batavo adiantou que as negociações com os possíveis parceiros comerciais já estão em andamento e devem se consolidar ainda antes da virada do século. Sem citar nomes, De Geus se limitou a informar que a Batavo está dando preferência para empresas do setor de alimentos no âmbito do Mercosul.


