Faturamento com viagens corporativas atinge R$ 32 bi no País
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segunda-feira, 04 de março de 2013
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
Quando uma empresa resolve apostar em seu funcionário, a capacitação quase sempre vai envolver uma viagem para um curso, congresso, palestra ou outro tipo de evento para um médio ou grande centro. De fato, há anos o mercado de viagens corporativas movimenta bilhões no País, uma oportunidade enorme para aquelas cidades que buscam movimentar sua economia local. Números da Associação Latino-Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) apontam que em 2012 a receita com este tipo de viagem atingiu R$ 32,31 bilhões: um crescimento de 12,88% ante aos R$ 28,62 bilhões de 2011.
Considerando o efeito multiplicador da economia, o volume de negócios gerado por este segmento em todo o território nacional ultrapassa R$ 60 bilhões, levando em conta receitas como transporte aéreo, hospedagem, locação de automóveis, alimentação, agenciamento e tecnologia.
Londrina tem grande potencial para receber esta movimentação empresarial, mas não viu seus números neste setor crescerem de forma significativa nos últimos anos. Dados do Londrina Convention & Visitors Bureau mostram que a cidade recebe anualmente por volta de um milhão de pessoas em eventos corporativos ou técnicos, gerando uma receita de R$ 160 milhões. Deste montante, muitos eventos têm ligação direta com empresas do agrobusiness, que reúnem seus representantes e pesquisadores.
De acordo com o diretor executivo do Londrina Convention, Diego Menão, o município, quando iniciou a captação de tais eventos, vinha numa crescente na movimentação econômica, mas agora estagnou. "Paramos de crescer por falta de espaços adequados para receber outros eventos. Sem um centro de convenções, não conseguimos receber programações mais complexas, com maior número de pessoas."
Pelos cálculos da entidade, nos últimos três anos a cidade deixou de receber cerca de 35 eventos, o que traria para Londrina por volta de 180 mil pessoas e geraria uma receita de R$ 130 milhões. Mesmo assim, a ocupação do complexo hoteleiro da cidade cresce por volta de 5% ao ano.
Menão explica que há um mercado enorme a ser explorado, e que, de forma geral, Londrina está bem estruturada. No que diz respeito ao aeroporto, a rede hoteleira, de alimentação e serviços para atender a demanda técnica dos eventos, o município consegue suprir o que as empresas exigem. "No caso do aeroporto, o problema acontece quando as condições climáticas estão desfavoráveis. Já os hotéis tem média de ocupação anual de 55% a 60%, chegando a capacidade máxima em poucas ocasiões, como na Movelpar, ExpoLondrina, vestibular da UEL ou algum evento técnico itinerante. Nosso maior problema, certamente, é não termos um centro de convenção."
O diretor do Londrina Convention salienta que isso não quer dizer que os espaços atuais são ruins. Eles apenas não suprem a capacidade de eventos que são maiores ou necessitam de determinados equipamentos ou estrutura diferenciada. Em relação ao tamanho do auditório, Londrina não consegue extrapolar 2 mil pessoas, por exemplo. Outros congressos não estão aptos a serem realizados na cidade pela falta de versatilidade dos espaços, sem salas anexadas.
Para tentar sanar este problema e aproveitar o boom de eventos internacionais que chegam ao País nos próximos anos leia-se Copa do Mundo e Olimpíadas o Convention Bureau contratou uma empresa especializada e deve apresentar até o final deste mês um estudo de viabilidade para que este novo centro de convenções esteja pronto até lá. "Não podemos demorar, já que várias cidades do nosso porte estão trabalhando em projetos similares. Com o encarecimento do serviços nos grandes centros, a tendência é que cidades de médio porte tenham a oportunidade de receber estes eventos."


