O faturamento das indústrias paranaenses teve um crescimento de 25% nos primeiros sete meses do ano em relação ao mesmo período no ano passado. Os dados foram divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e mostram que houve também um aumento nos resultados se a comparação for feita em julho sobre o mês anterior. Neste caso, as vendas tiveram uma variação positiva de 2,3%.
O resultado revela que a crise econômica que afetou o setor industrial nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste por conta do racionamento de energia passou longe do Paraná. Os empresários haviam feito previsões pessimistas avaliando que sofreriam indiretamente com redução na atividade. Os próprios analistas da Fiep ao estudarem o comportamento dos dados econômicos faziam previsão de queda nas vendas. Os números de julho recuperam a tendência de queda que ocorreu em junho, quando o faturamento caiu 7,5% sobre maio.
Muitas indústrias transferiram suas vendas no mercado interno para a exportação. As vendas para outros países tiveram um incremento de 97,5%, no primeiro semestre em relação ao mesmo período no ano passado. Já as importações feitas pela indústria cresceram 27,5%.
Os setores que tiveram os melhores desempenhos em vendas, em julho, foram perfumaria, sabões, bebidas e matérias plásticas. Nas vendas acumuladas de janeiro até julho, os gêneros que mais faturaram foram bebidas (109%), produtos alimentares (55%) e têxtil (38,8%).
Dos 19 segmentos da indústrias que são pesquisados pela Fiep, dez tiveram crescimento nas vendas nos sete primeiros meses do ano e nove apresentaram queda. Entre os produtos que tiveram as maiores retrações estão couros (-64,7%), vestuário e calçados (-42,4%) e produtos farmacêuticos (-41%).
O aquecimento das atividades industriais do Paraná dá sinais de que vai continuar nos próximos meses. A compra de matéria-prima, que sinaliza o volume de produção futura, apresentou crescimento de 31% em julho sobre junho. As indústrias que mais compraram foram minerais não-metálicos (130%), couros (48,7%) e bebidas (36,6%).
A indústria paranaense aumentou em 9,3% o nível de emprego nos sete primeiros meses do ano. Já na comparação de julho em relação a junho houve fechamento de 0,04% nos postos de trabalho, o que representou 125 vagas a menos. As indústrias que mais contrataram foram papel e papelão, química e editorial. As que mais demitiram foram vestuário, têxtil e material de transportes.

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