Vencimento: 15 de junho. Fatura: R$ 12.426,96. Este é o valor que o governo federal deveria ter bancado do seguro do produtor rural de Toledo, Maurício Patel, que plantou milho safrinha em parceria com outros sócios numa área de 113,8 hectares.
No dia 15 de março, eles pagaram a única parcela que teoricamente caberia aos produtores, no valor de R$ 4.142. Como eles plantaram a safra com antecedência, no final de janeiro, eles arriscaram e não pagaram a segunda parcela. "O estágio do milho está bem avançado e preferimos dessa forma. Mas aqueles produtores que plantaram entre fevereiro e março estão numa situação complicada, se sentindo bem desamparados".
Para Patel, essa atitude do governo "é algo que não é possível entender". "Se fala tanto em plano agrícola e seguro e, quando o produtor precisa, acontece algo desse tipo. E agora o clima está esfriando, é preocupante. O que posso dizer é que muito dessa área do milho safrinha só existe porque havia a subvenção do governo. O fato é que sem essa ela, não é possível fazer seguro". A expectativa dos produtores dessa área é que a colheita aconteça no início de julho.
De acordo com números do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado do Paraná (Seab), o Paraná deve produzir 10,3 milhões de toneladas de milho safrinha neste ciclo, número bem similar ao ano passado. A área de plantio também permaneceu estável em 1,89 milhão de hectares. (V.L.)

mockup