A 1ª Fashion Sul, Feira da Indústria de Confecção, termina hoje em Curitiba concentrada nas próximas edições. A intenção dos organizadores do evento é de firmar a feira no eixo da moda brasileira, buscando participação ativa em um mercado que deve movimentar até o final do ano US$ 23 bilhões, 6% a mais do que no ano passado.
No Paraná, o setor têxtil vive um bom momento. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), as vendas de confeções nos cinco primeiros meses deste ano cresceram 32,87% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e maio de 2001, o setor contratou 99,39% a mais de trabalhadores do que nos mesmos meses de 2000.
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) estipulou como meta para o setor aumentar as exportações, que no ano passado foram de US$ 1 bilhão, para US$ 4,3 bilhões até 2005. Segundo a Abit, serão criadas 200 mil vagas nos próximos dois anos, o que faz com que até 2005 o setor têxtil deve empregar 470 mil trabalhadores, tornando-se o segundo maior empregador no País.
Animada com essas perspectivas, a Diretriz, promotora da Fashion Sul, já agendou a segunda edição da feira para março de 2002, entre os dias 6 e 9, para o lançamento outono/inverno. O evento é exclusivo para os comerciantes e acontece no Centro de Eventos do Parque Barigui.
Para o empresário Victor Cavasini, da Mondo Confecções, faltou público. ‘‘Talvez por ser a primeira edição não tenha tido muitas visitas’’, opinou. Ele disse que fechou alguns negócios, mas principalmente fez vários contatos. Na opinião do lojista Julio Cesar Constantino, da Texkra Tecidos, também foi pequeno o número de visitantes. ‘‘Acho que tem que atrair mais lojistas, para que fechem negócio’’, afirmou.
As calcinhas e cuecas descartáveis foram algumas das sensações da feira. ‘‘O pessoal ficou bastante surpreso. Muitos ficaram interessados e vamos conversar depois’’, disse Hercilda Albanaz. Ela usou um pano especial, chamado de TNT (tecido não-tecido) na confecção das peças.

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