Fase de aumentos terminou, diz ministro
Carmem Murara
O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, garantiu ontem que está encerrado o período de aumento de tarifas públicas de seu setor de trabalho. A fase de reajuste de tarifas no setor de energia elétrica e de combustíveis terminou disse o ministro, que esteve em Curitiba para assinar o contrato de concessão entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Anell) e a Copel.
Tourinho ressaltou que os últimos aumentos foram necessários para ajustar os custos à variação do dólar ou, no caso dos combustíveis, às oscilações dos preços internacionais do petróleo. O barril de petróleo teve um aumento de 40%, nos últimos meses, impulsionando o governo federal a dar sucessivos reajustes na gasolina e óleo diesel.
Foram três aumentos no preço dos combustíveis devido ao encarecimento dos produtos no mercado externo ou por causa da desvalorização do real. Houve ainda um reajuste motivado pela correção das alíquotas da Cofins e do PIS. O último aumento dos combustíveis anunciado, anteontem, variou entre 10% e 19%, conforme a região do País. O ministro disse ainda que há uma pequena defasagem entre o preço do petróleo e o reajuste praticado no País, mas ela deve ser absorvida.
Segundo o ministro, aumentar a tarifa de energia pode representar uma pequena redução no consumo, o que é interessante para o governo federal e para o setor energético nacional. A partir do próximo mês, o Ministério das Minas e Energia lança uma campanha para conscientizar os consumidores a economizar energia.
A campanha para que a população apague a luz vai ser feita em anúncios veiculados, principalmente, em televisões até outubro deste ano, quando está previsto para começar o horário de verão. O objetivo é fazer com que o consumidor economize energia entre às 18 horas e 21 horas, quando ocorre o período de pico no consumo.
Segundo o ministro, as regiões mais críticas em abastecimento energético são Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, que precisam importar energia de outros Estados. A partir do outubro, com a chegada do horário de verão, a situação fica mais tranquila no País.
Para garantir o abastecimento, o País precisa de um investimento de R$ 33 bilhões em energia para os próximos quatro anos. Os recursos serão provenientes da iniciativa privada.





