Farmárcias podem ir à Justiça contra governo
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sábado, 26 de janeiro de 2002
Agência Estado Agência Estado 
São Paulo Os dirigentes das redes de farmácias discutirão, na segunda-feira, sobre como acionar, na Justiça, a Câmara de Medicamentos do Ministério da Saúde. Eles não concordam com os índices de reajuste dos preços, entre 4,32% e 5,83%, a partir de 31 de janeiro, com validade até janeiro de 2003.
O presidente da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, explica que o reajuste não contempla a reposição de um ponto percentual da margem de lucro das farmácias, perdido de novembro até o final deste mês , e que seria reposto agora, conforme acordo fechado com a Câmara.
Em outubro, o governo autorizou o reajuste de 4% sobre o preço dos medicamentos e proibiu o repasse ao varejo, causando o prejuízo de um ponto percentual.
Caso o governo não reveja o reajuste, será movida a segunda ação na Justiça, por meio da qual drogarias e farmácias cobrarão os prejuízos causados em três meses. Os dirigentes não calcularam, ainda, o valor do prejuízo. Mas a Abrafarma avisa que os prejudicados serão os contribuintes, já que o dinheiro do ressarcimento sairá dos cofres públicos.
Na segunda-feira, a Câmara de Medicamentos anunciou reajuste, e na terça, a Abifarma/Sindusfarma e o Grupo Pró-Genéricos manifestaram-se contra, dizendo que, conforme a fórmula paramétrica do próprio governo, o índice correto deveria ser de 7%. A Abrafarma apóia a reivindicação das outras entidades, e quer a reposição da sua margem.


