Curitiba - As farmácias da Capital terão que explicar à Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa ao Consumidor (Procon) e ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) se houve aumento abusivo no preço do álcool gel desde o início das notícias sobre a pandemia da gripe A (H1N1). A promotora Cristina Corso Ruaro, da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba do MP-PR, encaminhou um ofício ao Procon para que fizesse uma pesquisa de mercado avaliando o comportamento dos preços do produto.
Segundo a assessoria de imprensa do MP-PR, a promotora aguarda uma reunião com a coordenadora estadual do órgão de defesa do consumidor, Ivanira Pinheiro, para se pronunciar sobre o assunto. Ela deu um prazo de cinco dias para a apresentação dos dados.
A assessoria de imprensa do Procon informou que a determinação para a realização da pesquisa foi informada imediatamente ao departamento competente. No entanto, a assessoria não informou quais procedimentos serão adotados e a abrangência da pesquisa. A coordenadora do Procon também só irá se pronunciar após o término do levantamento.
Segundo reportagem publicada na FOLHA, uma rede de farmácias registrou um aumento de 20% a 30% nas vendas de todos os produtos que estão relacionados à gripe. Antes, eram vendidas cerca de mil unidades de álcool gel por mês. Atualmente, são 5 mil unidades. A rede passou a oferecer aos clientes a manipulação do álcool gel custando de R$ 25 a R$ 30 cada recipiente de 500 ml.

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