Farmácias investem em marcas próprias
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segunda-feira, 16 de abril de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
A venda de produtos que levam a marca dos estabelecimentos que os comercializam é uma estratégia que chegou também ao varejo de farmácias. As maiores redes brasileiras já aderiram à moda da marca própria, mas a finalidade por enquanto tem sido mais de fixar a marca e menos de incrementar o faturamento. A maioria começou por produtos básicos, chamados de varejinho, cujo consumo não está associado à marca, como água oxigenada, mercúrio cromo, vaselina, iodo, óleo de amêndoa. Mas já planejam partir para o segmento de higiene e beleza, como xampus, filtro solar, cremes, um mercado mais dinâmico, porém mais concorrido.
A rede de drogarias Raia trabalha há oito anos com marcas próprias. O objetivo na época era, e ainda é, segundo o gerente comercial Rui Teles, a fidelização do cliente, já que as vendas atingem apenas 20 mil unidades por mês em todas as 90 lojas da rede, ante um volume total de 4 milhões de itens comercializados.
Os produtos com a marca Raia, de acordo com Teles, têm preços competitivos e as vendas estão crescendo junto com os demais produtos: no ano passado, o aumento foi de 20% sobre 1999.
O Drogão, que tem 43 lojas no Estado de São Paulo, está testando a marca própria há cerca de um ano e meio. Os produtos se restringem aos gêneros oficinais, mas os resultados, de acordo com o gerente de Marketing Nelson de Paula, têm superado as expectativas. As vendas no primeiro trimestre deste ano cresceram 6% mais que o total dos produtos na comparação com o primeiro trimestre de 2000.
A Drogasil, maior rede brasileira em faturamento, com 126 lojas, já lançou uma linha de protetor solar, além dos produtos básicos. A empresa não divulga números, mas garante que os produtos têm tido boa aceitação.
Um estudo sobre o varejo de farmácias e drogarias realizado pelo BNDES e divulgados há poucos dias aponta a adoção das marcas próprias como uma estratégia necessária para o fortalecimento do nome das redes e a elevação das vendas, já que os preços são em geral 30% mais baixos que o de marcas tradicionais. O BNDES estima que a maior parte dos produtos marca própria são de higiene pessoal, segmento que participa com cerca de 30% do total de vendas do setor.


