Farmacêuticos querem entrar com ação contra Drogamed
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terça-feira, 06 de maio de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O fechamento das lojas da rede de farmácias Drogamed no final de abril deixou um saldo amargo para cerca de 600 funcionários, sendo que, destes total, 120 são farmacêuticos. O farmacêutico Rafael Coelho, 31 anos, completaria oito anos de casa na última segunda-feira. Hoje, ele tem uma rescisão de R$ 40 mil a receber mas, não tem perspectivas de liberação do dinheiro. Ele contou que os salários foram pagos até o mês de março.
''Havia o boato que a rede seria vendida ou haveria a decretação da falência. Eu achei que não ia ser tão rápido assim'', disse Coelho. Segundo ele, os farmacêuticos da rede marcaram uma reunião no sindicato na próxima semana para discutir a possibilidade de entrarem com uma ação contra a pessoa física dos gestores da empresa.
Ele contou que depois que a rede entrou com pedido de recuperação judicial, em dezembro do ano passado, houve falta de produtos e de abastecimento.
Coelho acredita que será complicado receber as verbas rescisórias. Além da rescisão, ele ainda teria que discutir na Justiça o pagamento de horas extras. ''Há funcionários que têm de 20 a 22 anos de empresa e estão na mesma situação'', disse. Segundo ele, o farmacêutico mais antigo da rede tem 15 anos de casa. Agora, ele espera a ''baixa'' na carteira de trabalho e a liberação de responsabilidade técnica. Segundo informações do Conselho Regional de Farmácia (CRF), enquanto os farmacêuticos estiverem com esta responsabilidade, não podem procurar outro emprego.
O farmacêutico Glauco Pacheco Pirolo, 38 anos, tinha 11 anos de casa. Ele calcula que tem uma rescisão de R$ 25 mil a receber, isso sem contar o saldo do FGTS. ''As vendas caíram bastante mas, a gente tinha esperança que a rede fosse vendida'', disse. Segundo ele, nos últimos meses, os abastecimentos de mercadorias que eram diários, passaram a acontecer de uma a duas vezes por mês. ''Recebi propostas de trabalho mas ainda estou aguardando que alguma empresa compre a Drogamed'', disse.
De acordo com o advogado da Drogamed, Arno Jung, todas as lojas da rede são locadas, apenas o centro de distribuição da Vila Hauer e duas salas comerciais na Avenida Sete de Setembro são próprias. Segundo ele, antes de pagar os funcionários será realizada a avaliação e venda dos bens. No momento, os bens estão bloqueados pela Justiça e só serão vendidos com ordem judicial.


