O presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná, Joaquim Cancela Gonçalves, disse ontem que ''o preço do pão francês não é vinculado ao dólar'' mas ''apenas o trigo'' usado na fabricação do produto. Ele considerou necessário o ''esclarecimento'' após a publicação de reportagem na FOLHA.
Gonçalves explica que ''a variação do dólar é uma justificativa sempre usada pelos moinhos de trigo'' para reajustar o preço da farinha. De acordo com o empresário, a farinha de trigo representa 27% dos custos de produção de pães, sendo a maior parte dos custos referentes à mão-de-obra e impostos.
O presidente do sindicato informou que nos últimos cinco anos o preço do pão subiu em média 5% a 10%. Segundo ele, os valores acima destes índices foram registradas nas panificadoras que vendiam o pão francês com peso abaixo de 50 gramas, e com a adoção do sistema de peso, houve um reajuste real, em alguns casos, de até 70%.
Gonçalves citou ainda que as importadoras precisam pagar um ''imposto extra'' quando compram o trigo de outros países fora do Mercosul e que nem elas sabiam da existência deste tributo. Para resolver os problemas de importação de trigo, o País precisaria produzir ao menos a metade do que consome, segundo o panificador. Hoje, a produção nacional é de apenas 30%. ''Uma coisa é fundamental: ou se planta trigo ou se fica à mercê dos especuladores.''

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