A indústria já acena com a possibilidade de a farinha de trigo sofrer um reajuste de 10% a 15%, em função da alta do produto na Argentina, principal fornecedor do Brasil. O presidente do Sindicato dos Moinhos do Paraná, Roland Gouth, não soube prever quando poderá ocorrer esse aumento, porque a decisão depende de cada moinho. Mas salientou a indústria deverá repassar esse aumento para o consumidor.
O preço do trigo na Argentina evoluiu para US$ 134 a tonelada, sem as despesas de frete. ‘‘Aqui o produto chega mais caro’’, disse. Para agravar a situação já não existe mais disponibilidade de trigo de qualidade superior, tipo I, da produção nacional. Para reduzir custos, a indústria concordou com a decisão da Conab de manter os leilões do PEP (Prêmio de Escoamento do Produto) para o trigo de variedade intermediária e comum.
Segunto Gouth, os moinhos vão comprar esse produto para fazer a mescla com o trigo argentino e com o trigo nacional de boa qualidade. Por isso, que a Conab vai reduzir a quantidade ofertada para 50 mil toneladas por semana, já que as compras por parte do moinho estarão mais lentas, disse.
Gouth recebeu bem a informação que o governo vai abrir a possibilidade de importar trigo dos Estados Unidos.‘‘Se isso realmente ocorrer poderá haver uma alteração no mercado argentino’’, avaliou. Isso porque a Argentina e o Canadá estão sendo os únicos fornecedores de trigo ao Brasil e esta condição está puxando os preços neste período de entressafra. ‘‘ A quebra na produção nacional por causa das chuvas, ajudou a elevar as cotações’’, disse. Com a importação do trigo dos Estados Unidos, certamente os preços poderão despencar na Argentina, concluiu.ArquivoNo varejoAlta no preço da farinha pode refletir no pão e outras massas. Indústria pretende repassarVânia Casado

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